- 23 Jul 2023, 21:28
#119649
Manoel de Barros, grande poeta pós - modernista, desenvolveu em suas obras uma "teologia do traste", cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também a problemática dos desafios para enfrentar o envelhecimento populacional, que se encontra silenciada no Brasil. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a temática, é importante analisar a negligência governamental e desinformação populacional.
Diante desse cenário, é imperioso destacar a omissão estatal na problemática. Nesse sentido, para John Locke, filósofo inglês, os cidadãos cedem a sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. Todavia, a máquina pública rompe a tese de Locke ao não ofertar propostas significativas, que, potencialmente objetivem assegurar a pessoa idosa a plena efetivação de seus direitos e deveres, a exemplo da criação de políticas públicas voltadas a programas sociais de educação e saúde, além de medidas que visem proteger um envelhecimento digno. Por conseguinte, tal displicência afeta diretamente o bem-estar desses cidadãos, levando -os a uma condição de invisibilidade. Logo, é urgente a adoção de uma nova conduta do Estado frente a esse contratempo.
Outrossim, é igualmente necessário discutir a respeito da desinformação populacional. Acerca disso, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, cunhou o termo "instituição zumbi" para denunciar instituições que, apesar de manterem a sua essência, perderam a sua função social. Sob essa ótica, a crítica de Bauman pode ser associada á mídia, a qual, embora possua o papel fundamental de informar e de produzir conhecimento, age com descaso ao promover a visibilidade dos idosos. Isso fica perceptível na quantidade irrisória de campanhas informativas que evidenciam o idoso como ativo, saudável e sem patologias, em prol da cultura e da história da nação, colaborando, pois, para o esquecimento desses indivíduos.
Mediante o exposto, é preciso mitigar os desafios que contribuem para o enfrentamento do envelhecimento populacional. Com vistas a isso, urge que o Estado - responsável pelo pleno funcionamento da sociedade, deve promover a representatividade dos idosos, por meio de incentivos monetários para criar centros de acolhimento, com o fito de amenizar o problema. Outrossim, a mídia deve informar a sociedade a respeito do envelhecimento e mudar o discurso de como se representa os idosos, para que se sintam midiaticamente melhor representados.
Diante desse cenário, é imperioso destacar a omissão estatal na problemática. Nesse sentido, para John Locke, filósofo inglês, os cidadãos cedem a sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. Todavia, a máquina pública rompe a tese de Locke ao não ofertar propostas significativas, que, potencialmente objetivem assegurar a pessoa idosa a plena efetivação de seus direitos e deveres, a exemplo da criação de políticas públicas voltadas a programas sociais de educação e saúde, além de medidas que visem proteger um envelhecimento digno. Por conseguinte, tal displicência afeta diretamente o bem-estar desses cidadãos, levando -os a uma condição de invisibilidade. Logo, é urgente a adoção de uma nova conduta do Estado frente a esse contratempo.
Outrossim, é igualmente necessário discutir a respeito da desinformação populacional. Acerca disso, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, cunhou o termo "instituição zumbi" para denunciar instituições que, apesar de manterem a sua essência, perderam a sua função social. Sob essa ótica, a crítica de Bauman pode ser associada á mídia, a qual, embora possua o papel fundamental de informar e de produzir conhecimento, age com descaso ao promover a visibilidade dos idosos. Isso fica perceptível na quantidade irrisória de campanhas informativas que evidenciam o idoso como ativo, saudável e sem patologias, em prol da cultura e da história da nação, colaborando, pois, para o esquecimento desses indivíduos.
Mediante o exposto, é preciso mitigar os desafios que contribuem para o enfrentamento do envelhecimento populacional. Com vistas a isso, urge que o Estado - responsável pelo pleno funcionamento da sociedade, deve promover a representatividade dos idosos, por meio de incentivos monetários para criar centros de acolhimento, com o fito de amenizar o problema. Outrossim, a mídia deve informar a sociedade a respeito do envelhecimento e mudar o discurso de como se representa os idosos, para que se sintam midiaticamente melhor representados.
- 23 Jul 2023, 21:30
#119650
Tainara1109 escreveu:Manoel de Barros, grande poeta pós - modernista, desenvolveu em suas obras uma "teologia do traste", cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também a problemática dos desafios para enfrentar o envelhecimento populacional, que se encontra silenciada no Brasil. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a temática, é importante analisar a negligência governamental e desinformação populacional.
Diante desse cenário, é imperioso destacar a omissão estatal na problemática. Nesse sentido, para John Locke, filósofo inglês, os cidadãos cedem a sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. Todavia, a máquina pública rompe a tese de Locke ao não ofertar propostas significativas, que, potencialmente objetivem assegurar a pessoa idosa a plena efetivação de seus direitos e deveres, a exemplo da criação de políticas públicas voltadas a programas sociais de educação e saúde, além de medidas que visem proteger um envelhecimento digno. Por conseguinte, tal displicência afeta diretamente o bem-estar desses cidadãos, levando -os a uma condição de invisibilidade. Logo, é urgente a adoção de uma nova conduta do Estado frente a esse contratempo.
Outrossim, é igualmente necessário discutir a respeito da desinformação populacional. Acerca disso, Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, cunhou o termo "instituição zumbi" para denunciar instituições que, apesar de manterem a sua essência, perderam a sua função social. Sob essa ótica, a crítica de Bauman pode ser associada á mídia, a qual, embora possua o papel fundamental de informar e de produzir conhecimento, age com descaso ao promover a visibilidade dos idosos. Isso fica perceptível na quantidade irrisória de campanhas informativas que evidenciam o idoso como ativo, saudável e sem patologias, em prol da cultura e da história da nação, colaborando, pois, para o esquecimento desses indivíduos.
Mediante o exposto, é preciso mitigar os desafios que contribuem para o enfrentamento do envelhecimento populacional. Com vistas a isso, urge que o Estado - responsável pelo pleno funcionamento da sociedade, deve promover a representatividade dos idosos, por meio de incentivos monetários para criar centros de acolhimento, com o fito de amenizar o problema. Outrossim, a mídia deve informar a sociedade a respeito do envelhecimento e mudar o discurso de como se representa os idosos, para que se sintam midiaticamente melhor representados.