- 10 Out 2023, 21:59
#122702
Na célebre obra "As Cidadanias Mutiladas", o geógrafo Milton Santos, defende que a democracia só é efetiva quando ela atinge a totalidade do corpo social, sendo ela a sociedade. Entretanto, a democracia efetiva defendida por Milton se opõe a realidade, visto que, a democratização do acesso à cultura configura uma agenda urgente e importante para ser debatida e solucionada. Devido à fatores como a falta de incentivo fiscal e a elitização dos espaços, a coletivização da cultura torna-se um desafio a ser enfrentado no Brasil, fazendo-se necessário discutir sobre.
A priori, é fulcral pontuar a falta de incentivos fiscais como um dos propulsores desse problema. Segundo Milton Santos, o país perpetua desigualdades, pois o planejamento político é voltado para o mercado, não para os cidadãos. Na prática, essa teoria exemplifica-se no pouco direcionamento de verbas públicas para o meio artístico no Brasil, o que dificulta a valorização e o incentivo à visitação desses espaços. Desse modo, ao não haver investimento público suficiente voltado para a criação de áreas que ofertem apresentações e espetáculos artísticos para a população, as mais diversas manifestações culturais existentes no Brasil acabam por ser desvalorizadas e podendo até ser obliterada.
Ademais, a elitização dos espaços é um notável precursor desse desafio. Como visto no conceito chamado de "Indústria Cultural", feita por filósofos da escola de Frankfurt, essa indústria, sendo ela o âmbito artístico-cultural patrocinado pela elite, aliena a sociedade a fim de buscar uma forma de expressão quase que exclusiva dos mais ricos. A exemplo disso, está a privatização de espaços culturais, como exposições e museus, além da concentração desses locais em áreas mais nobres do estado, dificultando a visitação por parte da população. Dessa forma, ao haver a privatização e burocratização dos espaços culturais, a parcela da população que se encontra em situação de vulnerabilidade social, se sente desvalorizada e desincentivada a prosseguir no âmbito cultural, levando ao sentimento de insuficiência e à desistência criativa.
Nota-se, portanto, a necessidade de se reverter esse cenário. Assim, cabe ao Ministério da Cultura, órgão responsável pelo planejamento e execução de políticas pública relacionadas à cultura e a arte, garantir o acesso e participação de toda a população à ambientes e amostras culturais. Isso deve ser feito por meio da criação de projetos que insiram a população, em especial a população mais pobre, no meio artístico brasileiro, além de o Estado ofertar a todos os cidadãos a entrada franca para espaços de mostras culturais. Dessa forma, além de haver a garantia de preceitos garantidos constitucionalmente, o acesso à cultura deixará de ser burocratizada para, então, ser democratizada, tornando efetiva a teoria de Milton Santos.
A priori, é fulcral pontuar a falta de incentivos fiscais como um dos propulsores desse problema. Segundo Milton Santos, o país perpetua desigualdades, pois o planejamento político é voltado para o mercado, não para os cidadãos. Na prática, essa teoria exemplifica-se no pouco direcionamento de verbas públicas para o meio artístico no Brasil, o que dificulta a valorização e o incentivo à visitação desses espaços. Desse modo, ao não haver investimento público suficiente voltado para a criação de áreas que ofertem apresentações e espetáculos artísticos para a população, as mais diversas manifestações culturais existentes no Brasil acabam por ser desvalorizadas e podendo até ser obliterada.
Ademais, a elitização dos espaços é um notável precursor desse desafio. Como visto no conceito chamado de "Indústria Cultural", feita por filósofos da escola de Frankfurt, essa indústria, sendo ela o âmbito artístico-cultural patrocinado pela elite, aliena a sociedade a fim de buscar uma forma de expressão quase que exclusiva dos mais ricos. A exemplo disso, está a privatização de espaços culturais, como exposições e museus, além da concentração desses locais em áreas mais nobres do estado, dificultando a visitação por parte da população. Dessa forma, ao haver a privatização e burocratização dos espaços culturais, a parcela da população que se encontra em situação de vulnerabilidade social, se sente desvalorizada e desincentivada a prosseguir no âmbito cultural, levando ao sentimento de insuficiência e à desistência criativa.
Nota-se, portanto, a necessidade de se reverter esse cenário. Assim, cabe ao Ministério da Cultura, órgão responsável pelo planejamento e execução de políticas pública relacionadas à cultura e a arte, garantir o acesso e participação de toda a população à ambientes e amostras culturais. Isso deve ser feito por meio da criação de projetos que insiram a população, em especial a população mais pobre, no meio artístico brasileiro, além de o Estado ofertar a todos os cidadãos a entrada franca para espaços de mostras culturais. Dessa forma, além de haver a garantia de preceitos garantidos constitucionalmente, o acesso à cultura deixará de ser burocratizada para, então, ser democratizada, tornando efetiva a teoria de Milton Santos.