Por ianaqz
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Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa desafios para combater o desaparecimento de pessoas, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela negligência governamental, seja pela falta de afinco da população na identificação dos desaparecidos.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre a causa do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a inoperância estatal rompe essa harmonia, haja vista que o Estado não dá atenção e recursos suficientes para as investigações necessárias.
Outrossim, destaca-se a indiferença da sociedade como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que os cidadãos não dão a devida importância ao verem pôsteres e pedidos de ajuda na procura das pessoas perdidas.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério da Segurança Pública, em parceria do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp) deve criar um banco unificado que permite reunir dados importantes sobre essas pessoas para facilitar a busca e identificação. Como já dito pelo engenheiro Henry Ford, se todos se mobilizam por um objetivo comum, o sucesso acontece por si só. Logo, os Governos Municipais devem instituir, nas escolas, palestras ministradas por profissionais, que discutem o combate a falta de auxílio por parte da população, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.
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