A fome, por sua vez, é também um problema mundial, não se limita ao Brasil e inclusive, têm sido foco de discussão em diversos projetos da ONU, como um dos temas principais da Agenda 2030(ONU, 2015).
Partindo desse pressuposto, é válido ressaltar que é de extrema importância trazer reflexões sobre medidas efetivas de enfrentamento à fome no Brasil, pois, por si só, ela é um problema que tem uma proporção mundial e que tem grande impacto para população, não só por essa proporção, mas, por afetar diretamente à dignidade humana e especificamente no Brasil, ferir os direitos previstos na Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988.
Até porque, conforme ensina Moscovici (1978) através da Teoria das representações sociais, existe uma correlação entre a construção individual do sujeito e suas relações sociais, e por meio da reflexão e compreensão dos fatores que permeiam essas relações, é que as pessoas conseguem melhor interpretar e conceber aspectos e conflitos da realidade tanto do sujeito, quanto da sociedade, e por conseguinte, poder agir em relação a eles.
Sendo assim, analisando o contexto histórico do Brasil, a partir da desigualdade social que emerge desde à sua colonização, dos resquícios de escravidão e preconceitos que se perpetuaram ao longo desse tempo, entendemos que a ausência de políticas públicas efetivas impactam diretamente na dificuldade em mitigar os danos de todo esse processo.
Enquanto agentes sociais e cidadãos, cabe a população, ao escolher seus representantes políticos, avaliar propostas que melhor enfoquem na construção e efetivação de políticas públicas que visem batalhar por essa demanda. Quanto ao governo, é preciso investir e atentar-se por cumprir o que já é determinado constitucionalmente, criar medidas que diminuam essas desigualdades e o desperdício de alimentos. E quanto sociedade civil, cabe fiscalizar o serviço público para que esse trabalho seja concluído.
Portanto, para mitigar os efeitos e danos da fome no Brasil, é preciso no presente compreender aspectos referentes ao seu passado, se empenhar enquanto cidadãos, Governo e sociedade civil e então, aguardar no futuro colher-se-á os frutos que as ações semeadas certamente propiciarão.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
A redação apresenta um bom domínio da norma-padrão da língua portuguesa, com poucos erros gramaticais. No entanto, há um erro de concordância verbal no trecho "Está última, uma infeliz realidade", onde o correto seria "Esta última, uma infeliz realidade" (Competência 1).
O texto apresenta uma compreensão clara da proposta de redação, aplicando conceitos de diversas áreas de conhecimento para desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. O autor aplica conceitos de história, sociologia e política para discutir a fome e a desigualdade social no Brasil, bem estruturado em introdução, desenvolvimento e conclusão (Competência 2).
O autor seleciona, relaciona, organiza e interpreta informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista de forma eficiente. A argumentação é bem construída e a defesa do ponto de vista é clara e consistente (Competência 3).
O texto demonstra um bom conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação, utilizando elementos conectivos entre os períodos e mantendo o sentido lógico entre eles. A coesão e a coerência são bem estabelecidas (Competência 4).
A proposta de intervenção é bem elaborada, com os elementos: o agente, a ação, o meio e a finalidade presentes e detalhados. A proposta está relacionada ao tema proposto e articulada à discussão desenvolvida no texto, respeitando os direitos humanos (Competência 5).
Para melhorar, é importante revisar o texto para evitar erros de concordância verbal. Além disso, continue aprimorando a argumentação e a proposta de intervenção, mantendo a clareza e a consistência.