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Por Enmd
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A constituição federal de 1988, o documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prorrogariva não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o preconceito linguístico e seus efeitos em discussão no Brasil, dificultando deste modo a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, como a negligência governamental e a mentalidade social.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para reduzir o preconceito linguístico no Brasil. Nesse sentido, a língua popular é vista de forma pejorativa , principalmente nas escolas, onde os professores optam por ensinar e corrigir para a norma culta. Acerca disso, conforme o filósofo John Rawles um governo ético é aquele que disponibiliza recursos e atua de maneira eficiente para reduzir os empecilhos presentes na comunidade. Entretanto, fica evidente que o Brasil não é um exemplo do pensamento desse teórico, uma vez que o Estado não cumpre o sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a educação.
Ademais, é fundamental apontar a mentalidade social como impulsionador do problema. De acordo com, a afirmação "o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles" atribuída a filósofa francesa Simone de Beauvoir pode ser facilmente aplicada ao preconceito linguístico no Brasil, já que mais escandaloso que a problemática em questão é o fato de a população se habituar a essa realidade. Diante de tal exposto, o uso da língua "errada" é indicador de baixa escolaridade para a maioria das pessoas, o que leva a desconfiança da qualificação do falante .
Portanto, é indispensável reverter o quadro atual tanto em relação a indiferença governamental, quanto a maneira de pensar da sociedade. Cabe ao ministério da educação, por meio de um replanejamento orçamentário, que viabilize a destinação de mais verbas para a reforma da educação básica, de modo a permitir a integração dos mais variados tipos linguísticos no ambiente escolar, assim como também, o uso de campanhas que remetem a pluralidade das língua portuguesa. Somente assim, os direitos sociais presentes na constituição federal de 1988, será inerente a todo cidadão brasileiro.
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