- 20 Ago 2024, 23:53
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No romance "Ensaio sobre a cegueira", o autor português José Saramago narra a história de uma cidade ficticia onde, gradualmente, a população torna-se cega. Através dessa alegoria, Saramago critica a falta de altruismo e cooperação no mundo hodierno, no qual os individuos mostram-se cada vez menos preocupados com o bem-estar coletivo. Transpondo essa ficção para a atual conjuntura brasileira, percebe-se que a obra reflete a situação do país, já que os desafios do acesso à agua potável não recebem a atenção necessária em âmbito nacional. Diante disso, pontua-se como a negligência estatal e a desigualdade social contribuem para essa adversidade.
Em uma primeira análise, destaca-se a inoperância do Estado como fator agravante dessa mazela. Nesse contexto, a antropóloga Lilia Schwartz afirma que "o Brasil pratica uma política de eufemismos", uma vez que o governo negligencia demandas importantes para não ter que resolvê-las. Sob essa ótica, a falta de acesso à água potável é indubitavelmente grave, já que leva as pessoas para uma situação degradante e insalubre, na qual possuem como única opção para uso e consumo uma água suja e, muitas vezes, contaminada. Consequentemente, trazendo problemas como infecções intestinais e parasitas. Isso evidencia, sobretudo, que embora seja uma importante questão de saúde pública, o governo segue fazendo jus ao que foi descrito por Lília, já que não toma ações pertinentes.
Ressalta-se, ademais, que a desigualdade social potencializa esse cenário. Dessa forma, segundo o conceito de "globalização perversa", do geógrafo Milton Santos, os aspectos favoráveis do mundo moderno são destinados apenas aos economicamente privilegiados, desprezando os carentes. Analogamente, a água própria para consumo é algo corriqueiro na vida de pessoas financeiramente estáveis, entretanto, para as mais desfavorecidas, é considerada algo escasso ou, até mesmo, não presente. Sendo assim, é inadmissível que, em plena contemporaneidade, ainda haja essa desigualdade social, que submete a população a condições desumanas e a priva do básico, como o acesso à água potável.
É evidente, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço desse impasse. Dessarte, com intuito de garantir uma água adequada ao consumo, urge que a Câmara de Deputados- Poder Legislativo responsável pelas leis que regem o país - por meio da formulação de normas específicas, crie um projeto de âmbito nacional titulado "Água para Todos", garantindo o tratamento de água imprópria em locais onde a mesma prevalece, além de conscientizar a população sobre os riscos do uso de recursos hídricos contaminados. Dessa maneira, chegando a uma sociedade mais justa e mitigando a cegueira moral pontuada por Saramago.
Em uma primeira análise, destaca-se a inoperância do Estado como fator agravante dessa mazela. Nesse contexto, a antropóloga Lilia Schwartz afirma que "o Brasil pratica uma política de eufemismos", uma vez que o governo negligencia demandas importantes para não ter que resolvê-las. Sob essa ótica, a falta de acesso à água potável é indubitavelmente grave, já que leva as pessoas para uma situação degradante e insalubre, na qual possuem como única opção para uso e consumo uma água suja e, muitas vezes, contaminada. Consequentemente, trazendo problemas como infecções intestinais e parasitas. Isso evidencia, sobretudo, que embora seja uma importante questão de saúde pública, o governo segue fazendo jus ao que foi descrito por Lília, já que não toma ações pertinentes.
Ressalta-se, ademais, que a desigualdade social potencializa esse cenário. Dessa forma, segundo o conceito de "globalização perversa", do geógrafo Milton Santos, os aspectos favoráveis do mundo moderno são destinados apenas aos economicamente privilegiados, desprezando os carentes. Analogamente, a água própria para consumo é algo corriqueiro na vida de pessoas financeiramente estáveis, entretanto, para as mais desfavorecidas, é considerada algo escasso ou, até mesmo, não presente. Sendo assim, é inadmissível que, em plena contemporaneidade, ainda haja essa desigualdade social, que submete a população a condições desumanas e a priva do básico, como o acesso à água potável.
É evidente, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço desse impasse. Dessarte, com intuito de garantir uma água adequada ao consumo, urge que a Câmara de Deputados- Poder Legislativo responsável pelas leis que regem o país - por meio da formulação de normas específicas, crie um projeto de âmbito nacional titulado "Água para Todos", garantindo o tratamento de água imprópria em locais onde a mesma prevalece, além de conscientizar a população sobre os riscos do uso de recursos hídricos contaminados. Dessa maneira, chegando a uma sociedade mais justa e mitigando a cegueira moral pontuada por Saramago.