- 22 Ago 2024, 06:49
#132936
O conceito de cidadania, que remonta as antigas Polis Gregas, relaciona-se com o conjunto de direitos e deveres que um individuo goza ao pertencer a determinado Estado. Lamentavelmente, ainda hoje, catadores de resíduos solidos e os demais que trabalham e sobrevivem em depósitos de lixo a céu aberto, vivem uma situação de precariedade, causado principalmente pelo mal descarte de embalagens e pela falta de reciclagem, o que dificulta o acesso à cidadania por parte desse grupo populacional. Com efeito, é imprescindivel um debate e a proposição de soluções a essa problemática existente em nosso Pais, tendo em vista suas causas de ordem estatal e social
Primordialmente, é importante destacar a insuficiente ação do Estado perante o problema. Nesse sentido, segundo o filósofo renascentista Nicolau Maquiavel, o principal objetivo do governante reside na manutenção do poder e não na promoção do bem comum. A reflexão do pensador ecoa no possivel agravo à saúde pública, causado devido a falta de investimentos para uma melhor reciclagem, assim, aumentando a qualidade de vida da população afetada, na medida em que esses indivíduos não têm considerável representação no pleito eleitoral e são uma minoria invisível à maior parte do corpo social. Por conseguinte, escassas medidas são efetuadas pelos governante para que absolutamente todos os cidadãos tenham acesso a divulgação de como fazer o correto descarte de embalagens, ou até mesmo como reciclar, ja que tais ações não lhes garantiriam um aumento considerável no número de votos em futuras eleições e, consequentemente, pouco auxiliaria na manutenção do poder destes politicos, confirmando a reflexão que Maquiavel trouxe ainda no Renascimento.
Ademais, é válido salientar a omissão social diante dessa realidade. Nesse ámbito a flósofa Hanna Arendt, em sua teoria da "Banalidade do Mal", sustena que a sociedade se cala perante determinados problemas sociais, o que acaba por naturalizar situações problemáticas. Sob esse viés, é notório a incidência do pensamento de Arendt na situação dos catadores de resíduos solidos e dos demais que vivem em depósitos de lixo a céu aberto, já que a maioria da sociedade enxerga o agravo da saúde dessa minoria como algo banal e de pouca importância, com escassas discussões acerca desse tama no cotidiano, porém, a longo prazo interfere na qualidade de vida de toda a população. Com isso, há pouca pressão social no governo para mudança desse paradigma e, seguindo a linha filosófica de Arendt, verifica-se a banalização do mal sofrido por esses cidadãos.
Diante do exposto, denota-se a urgência de propostas governamentais que alterem esse quadro. Portanto, para o fim da problemática de invisibilidade da reciclagem e do correto descarte de embalagens, além de campanhas conscientizadoras à sociedade, o Estado deve fazer mais aterros sanitários e contribuir com a coleta seletiva, os quais devem se localizar prioritariamente em áreas carentes, por meio de investimentos nesse sentido. Tal verba pode ser angarriada com o redirecionamento de recursos, por exemplo, do Fundo Eleitoral para esse projeto, a fim de que tenha um país mais sustentável e o acesso à cidadania estejam em pleno alcance de todos os brasileiros.
Primordialmente, é importante destacar a insuficiente ação do Estado perante o problema. Nesse sentido, segundo o filósofo renascentista Nicolau Maquiavel, o principal objetivo do governante reside na manutenção do poder e não na promoção do bem comum. A reflexão do pensador ecoa no possivel agravo à saúde pública, causado devido a falta de investimentos para uma melhor reciclagem, assim, aumentando a qualidade de vida da população afetada, na medida em que esses indivíduos não têm considerável representação no pleito eleitoral e são uma minoria invisível à maior parte do corpo social. Por conseguinte, escassas medidas são efetuadas pelos governante para que absolutamente todos os cidadãos tenham acesso a divulgação de como fazer o correto descarte de embalagens, ou até mesmo como reciclar, ja que tais ações não lhes garantiriam um aumento considerável no número de votos em futuras eleições e, consequentemente, pouco auxiliaria na manutenção do poder destes politicos, confirmando a reflexão que Maquiavel trouxe ainda no Renascimento.
Ademais, é válido salientar a omissão social diante dessa realidade. Nesse ámbito a flósofa Hanna Arendt, em sua teoria da "Banalidade do Mal", sustena que a sociedade se cala perante determinados problemas sociais, o que acaba por naturalizar situações problemáticas. Sob esse viés, é notório a incidência do pensamento de Arendt na situação dos catadores de resíduos solidos e dos demais que vivem em depósitos de lixo a céu aberto, já que a maioria da sociedade enxerga o agravo da saúde dessa minoria como algo banal e de pouca importância, com escassas discussões acerca desse tama no cotidiano, porém, a longo prazo interfere na qualidade de vida de toda a população. Com isso, há pouca pressão social no governo para mudança desse paradigma e, seguindo a linha filosófica de Arendt, verifica-se a banalização do mal sofrido por esses cidadãos.
Diante do exposto, denota-se a urgência de propostas governamentais que alterem esse quadro. Portanto, para o fim da problemática de invisibilidade da reciclagem e do correto descarte de embalagens, além de campanhas conscientizadoras à sociedade, o Estado deve fazer mais aterros sanitários e contribuir com a coleta seletiva, os quais devem se localizar prioritariamente em áreas carentes, por meio de investimentos nesse sentido. Tal verba pode ser angarriada com o redirecionamento de recursos, por exemplo, do Fundo Eleitoral para esse projeto, a fim de que tenha um país mais sustentável e o acesso à cidadania estejam em pleno alcance de todos os brasileiros.