- 08 Out 2024, 13:38
#135055
A Constituição Federal de 1988 prevê que todo ser humano tem seus direitos básicos garantidos, incluindo o direito à cultura, que está diretamente relacionado à variação linguística. Contudo, problemas como o preconceito linguístico seguem sendo muito recorrentes na sociedade contemporânea. Esta é uma pauta de debate extremamente importante, a fim de diminuir ou erradicar a insegurança linguística e a desigualdade social.
O preconceito de uns sobre o modo de falar de outros, seja por questões socioeconômicas ou regionais, pode causar na vítima insegurança linguística e medo de se expor em público. Nos famosos quadrinhos brasileiros "Turma da Mônica", o personagem Chico Bento utiliza de um dialeto diferente dos outros personagens. Assim como nas histórias em quadrinhos, muitas pessoas possuem gírias, sotaques, expressões e até mesmo pronuncias consideradas erradas, por motivos regionais, por exemplo. O preconceito dos outros sobre as diferentes formas de comunicação verbal pode causar insegurança e medo de exposição pública por parte da vítima, que se sente coagida e envergonhada.
Além disso, esse preconceito causa maior desigualdade social, a partir de que para se conseguir um emprego, muitas vezes é de exigência uma fala formal em uma entrevista. Na novela infantil "Carrossel", por exemplo, o personagem Jaime é diversas vezes corrigido por seus colegas de maior nível socioeconômico, visto que ele faz parte de uma classe econômica mais baixa. Na realidade, também podemos notar diferença na fala dependendo da classe social, e o preconceito perante isso tem o poder de aumentar extremamente a desigualdade entre os brasileiros.
Portanto, o desafio para combater o preconceito linguístico deve ser de responsabilidade do Ministério da Cultura, por meio da execução de políticas que proíbam a discriminação da língua em contratações trabalhistas. Também é importante a conscientização da população, com palestras em instituições de ensino e manifestações midiáticas, visando erradicar o preconceito de diferentes usos da língua portuguesa, e garantir direitos iguais a todos.
O preconceito de uns sobre o modo de falar de outros, seja por questões socioeconômicas ou regionais, pode causar na vítima insegurança linguística e medo de se expor em público. Nos famosos quadrinhos brasileiros "Turma da Mônica", o personagem Chico Bento utiliza de um dialeto diferente dos outros personagens. Assim como nas histórias em quadrinhos, muitas pessoas possuem gírias, sotaques, expressões e até mesmo pronuncias consideradas erradas, por motivos regionais, por exemplo. O preconceito dos outros sobre as diferentes formas de comunicação verbal pode causar insegurança e medo de exposição pública por parte da vítima, que se sente coagida e envergonhada.
Além disso, esse preconceito causa maior desigualdade social, a partir de que para se conseguir um emprego, muitas vezes é de exigência uma fala formal em uma entrevista. Na novela infantil "Carrossel", por exemplo, o personagem Jaime é diversas vezes corrigido por seus colegas de maior nível socioeconômico, visto que ele faz parte de uma classe econômica mais baixa. Na realidade, também podemos notar diferença na fala dependendo da classe social, e o preconceito perante isso tem o poder de aumentar extremamente a desigualdade entre os brasileiros.
Portanto, o desafio para combater o preconceito linguístico deve ser de responsabilidade do Ministério da Cultura, por meio da execução de políticas que proíbam a discriminação da língua em contratações trabalhistas. Também é importante a conscientização da população, com palestras em instituições de ensino e manifestações midiáticas, visando erradicar o preconceito de diferentes usos da língua portuguesa, e garantir direitos iguais a todos.