Outrossim, é preciso examinar o quesito sociocultural e as suas implicações na problemática aludida. Segundo Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob esse viés, no Brasil, a passividade na reflexão crítica dos pais e responsáveis, no que tange os impactos negativos das TDICs na vida das crianças, destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, configura indivíduos sem interesse em resolver a matriz do óbice. Assim, essa ausência de autocrítica resulta na ampliação do revés, fato que não se enquadra como característica de um “país do futuro”. Destarte, analisar criticamente as relações dos menores com o meio digital é indispensável para a mitigação do problema.
Outrossim, é válido destacar que a padronização do consumo midiático vai contra a diversidade cultural. Sob essa ótica, o sociólogo Theodor Adorno aborda a massificação da cultura como forma de padronização do ser humano, o qual, além de aceitar a realidade na qual está inserido, acaba promovendo a permanência desse determinismo. Nesse sentido, tal análise pode ser observada na continuidade da adversidade e na padronização da cultura, pois a população, adaptada e familiarizada com essa realidade, acaba permitindo que tal questão persista, justamente por ser vista como algo comum e natural frente às sequelas. Assim, esse tipo de uniformização não contribui para a construção de um “país do futuro”.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar os problemas supracitados. Isto posto, cabe aos pais e responsáveis, com um planejamento adequado, monitorar o tempo de exposição de tela dos menores, além de restringir o acesso a sites inapropriados, a fim de minimizar o impacto negativo das TDICs na vida desses sujeitos. Ademais, é imperioso o estímulo à prática de atividades físicas e o incentivo às relações sociais fora do mundo digital, promovendo assim, um maior bem-estar físico, psíquico e social na vivência desses cidadãos. Desse modo, o Brasil estará mais perto de se tornar um “país do futuro”.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
O texto apresenta uma boa argumentação, mas pode ser aprimorado na coesão e clareza. Sugiro simplificar algumas passagens complexas, como "a passividade na reflexão crítica dos pais" para "a falta de reflexão crítica dos pais". Além disso, ao abordar a proposta de intervenção, é importante detalhar mais sobre o agente; por exemplo: "Cabe aos pais e educadores monitorar..." em vez de apenas mencionar “pais e responsáveis”. Isso ajuda a tornar a proposta mais clara e direta.
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