Nesse sentido, ressalta-se, de início, que a carência de propagação de entendimento no meio familiar é um fator do problema. Para o escritor Peter Ducker, a informação, ao possibilitar o conhecimento, é um dos principais recursos estratégicos que visam o progresso coletivo. Entretanto, a conservação de uma estrutura parental deficitária quanto à propagação de informações sobre a diversidade cultural de religiões no Brasil, agrava a intolerância religiosa no país, e retira do cidadão a possibilidade de expressar as suas crenças. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de alteração desse quadro que acarreta na infração do direito de liberdade de expressão de todo cidadão brasileiro, previsto na Constituição Federal de 1988.
Além disso, outro fator agravante é a falta de argumentação sobre o tópico. A escritora brasileira Djamila Ribeiro defende que, para atuar em uma realidade, deve-se, antes de tudo, tirá-la da invisibilidade. Todavia, no Brasil, o preconceito contra doutrinas diversas, principalmente as matrizes africanas e orientais, segue não ser amplamente enxergado, revelando uma sociedade míope, que, além de não visualizar os efeitos da situação, como os impactos mentais causados nos adeptos, não se propõe e a combatê-la a entendê-la.
Portanto, infere-se a necessidade de combater esse cenário pungente. Dessa forma, o governo federal — instância máxima de administração executiva — deve desconstruir pensamentos equivocados acerca da alta diversidade de práticas religiosas presente no Brasil, por meio de palestras com devotos das religiões vítimas de discriminação, como umbandistas, muçulmanos ou budistas, a fim de combater o preconceito que esses crentes sofrem. Também é importante que a família, como responsável pela construção ética e emocional e social dos indivíduos, incentive, no ambiente doméstico, os estudos a respeito dos diferentes princípios religiosos presentes na sociedade, a fim de assegurar um pensamento livre de intolerância. Com essas medidas, o Brasil certamente caminhará em direção ao mundo inteligível projetado por Platão.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
O texto apresenta um bom domínio da norma padrão, mas há alguns erros gramaticais que podem ser corrigidos, como "em semelhança essa teoria" que poderia ser reescrito para "em semelhança a essa teoria". Para melhorar a coesão, utilize mais conectores entre as ideias, como "além disso" ou "por outro lado", para facilitar a transição entre os parágrafos. A proposta de intervenção carece de detalhamento; por exemplo, ao mencionar as palestras, inclua o agente responsável pela execução e os meios específicos utilizados para alcançar o público-alvo.
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