Em primeiro lugar, é importante ressaltar a desassistência do Poder Público como fator agravante da garantia à cidadania pelo registro civil. A Constituição de 1988, conhecida como "Constituição Cidadã", consagrou os direitos sociais como fundamentos centrais na sociedade brasileira, estabelecendo o acesso à cidadania como um dos pilares da nação. Contudo, o governo permanece omisso na efetivação desse princípio, em virtude da escassez de investimentos destinados a combater as dificuldades para o acesso ao registro civil logo após o nascimento, o que perpetua a situação atual. Logo, sendo o Estado promotor do bem-estar social, como defendeu o filósofo americano John Rawls, é inconcebível relegar a garantia à cidadania, por meio do registro civil, a segundo plano.
Além disso, é relevante destacar a desigualdade social como um fator que agrava o problema. Segundo o artigo científico Invisíveis: uma etnografia sobre identidade, direitos e cidadania nas trajetórias de brasileiros sem documentos, a maior parcela da população que busca o registro civil pertence às camadas menos favorecidas étnica e economicamente. Diante desse cenário, percebe-se como a desigualdade de cor e de renda está associada à população com menor índice de registro civil. Portanto, assegurar o direito ao registro civil não apenas cumpre os preceitos constitucionais, mas também é essencial para enfrentar essa questão de maneira eficaz no Brasil.
Portanto, ações concretas precisam ser adotadas para enfrentar esse desafio. Nesse sentido, o Governo Federal — encarregado de organizar o funcionamento do Estado e promover o bem-estar social — deve investir na criação de um Programa Nacional de Registro Civil ao Nascer, com a instalação de cartórios dentro das maternidades. Tal medida tem o objetivo de garantir o registro civil logo após o nascimento, ainda dentro do hospital, antes da alta hospitalar. Dessa forma, o Brasil estaria mais próximo de alcançar os ideais utópicos de justiça e harmonia delineados por Platão.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
O texto está bem estruturado e aborda o tema de forma clara e coerente. Para melhorar a proposta de intervenção, poderia detalhar mais o papel específico dos cartórios nas maternidades, como a logística de operação ou parcerias com organizações não governamentais para garantir a eficácia do programa. Além disso, uma abordagem mais crítica sobre como garantir que todas as maternidades tenham infraestrutura adequada poderia enriquecer ainda mais a proposta.
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