Nesse contexto, é relevante destacar que a negligência governamental agrava o problema. Nesse sentido, a antropóloga Lilia Schwarcz afirma que o Brasil pratica uma “política de eufemismos” por não dar a devida importância a algumas questões sociais. Desse modo, por não investir em campanhas educativas para desenvolver o respeito à diversidade religiosa, o acesso à informação sobre a defesa dos direitos individuais, além de lutar por políticas públicas que estimulem a tolerância e a liberdade, essas pessoas acabam sofrendo ameaças, violência física e até mesmo perseguição. Uma vítima pode ter diversas complicações em seu desenvolvimento, como no abalo da autoestima, crises de ansiedade, depressão e isolamento social.
Ademais, cabe ressaltar que o país é socialmente desigual e isso dificulta a mudança de vida. Sobre isso, o geógrafo Milton Santos explica que há “espaços luminosos”, os quais recebem mais atenção e investimentos, e “espaços opacos”, nos quais estão os mais pobres e que não recebem a devida importância do Poder Público. Dessa forma, os menos favorecidos têm mais dificuldades para se relacionar com outras pessoas; o receio de se abrir e de assumir suas religiões causa um medo opressor enorme, resultando em traumas e danos emocionais.
Portanto, para solucionar a intolerância religiosa no Brasil, é imprescindível que seja criado um Projeto de Lei para o investimento em políticas públicas que reforcem o Estado laico e a coexistência pacífica, além do fortalecimento para que as leis e punições sejam mais rigorosas, e procurar canais como a Delegacia de Racismo e Crimes de Intolerância e da Defensoria Pública e o Ministério Público. Tal ação deve ser efetuada pelos deputados e senadores federais, responsáveis por criar medidas para auxiliar os necessitados por meio da organização de uma escuta social, para compreender as necessidades dos envolvidos. Dessa maneira, a ineficácia do Estado e a desigualdade não afetarão mais os cidadãos, o que garantirá a todos o que é previsto na Constituição brasileira. As vítimas de racismo religioso ou intolerância religiosa podem fazer denúncias pelo Disque 100, canal de denúncias contra os direitos humanos do Governo Federal.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Na Competência 1, foram identificados alguns erros gramaticais, como o uso inadequado da vírgula em "o acesso à informação sobre a defesa dos direitos individuais, além de lutar por políticas públicas". Uma reescrita mais clara seria "o acesso à informação sobre a defesa dos direitos individuais e a luta por políticas públicas". Na Competência 5, faltou detalhamento na proposta de intervenção. Poderia incluir como os deputados e senadores seriam motivados ou quais recursos seriam necessários para implementar as medidas propostas.
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