Desde a colonização, o país sofre com imposições religiosas. Os padres jesuítas eram trazidos pelos portugueses para catequizar os índios, e a religião que os nativos seguiam – a exaltação da natureza – era suprimida. Além disso, a população africana que foi trazida como escrava também enfrentou fortes repressões ao tentar utilizar sua religião como forma de manutenção cultural. É relevante notar que, ainda hoje, as religiões afro-brasileiras são os maiores alvos de discriminação, com episódios de violência física e moral veiculados pelas mídias com grande frequência.
Concomitantemente, ainda que o Brasil tenha se tornado um Estado laico, com uma enorme diversidade religiosa devido à grande miscigenação que o constituiu, o respeito pleno às diferentes escolhas de crença não é realidade. A palavra religião tem sua origem em “religare”, que significa ligação, união em torno de um propósito; entretanto, ela tem sido causa de separação, desunião. Mesmo que legislações, como a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, já prevejam o direito à liberdade de expressão religiosa, enquanto não houver amadurecimento social não haverá mudança.
Por tudo isso, é imprescindível que todos os segmentos sociais unam-se em prol do combate à intolerância religiosa no Brasil. Assim, cumpre ao governo efetivar de maneira mais plena as leis existentes. Ademais, cabe às escolas e às famílias educarem as crianças para que, desde cedo, aprendam que têm o direito de seguir suas escolhas, mas que devem ser tolerantes e respeitar as crenças do outro, afinal, como disse Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Dessa forma, assim com a desintegração de um átomo tornou-se simples na atualidade, preconceitos poderão ser quebrados.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
A redação apresenta excelente domínio da norma-padrão, sem erros gramaticais significativos. O tema da intolerância religiosa é abordado de forma clara e bem estruturada, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Os argumentos são bem selecionados e organizados, com uso eficaz de conectivos. A proposta de intervenção inclui todos os elementos necessários, mas poderia detalhar mais a ação do governo, por exemplo, especificando políticas públicas ou campanhas educativas.
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Pontuação:
- C1 (Norma-Padrão): 160
- C2 (Domínio do tema e argumentação): 160
- C3 (Seleção/organização de ideias): 160
- C4 (Coesão/Coerência): 160
- C5 (Proposta de intervenção): 120
Nota total: 760 (C1: 160, C2: 160, C3: 160, C4: 160, C5: 120).
Comentários-chave:
- Pontos fortes: contextualização histórica relevante, citações (Einstein, Mandela) para fundamentar argumentos, reconhecimento do Estado laico e da diversidade.
- Pontos a melhorar: ampliar e detalhar a intervenção (agente, ação, meio e finalidade) com propostas concretas e viáveis; evitar repetições e melhorar a progressão de ideias, fortalecendo a argumentação com dados ou exemplos atuais.
- Observação de norma: alguns tropeços gramaticais e de pontuação; revisar coesão entre parágrafos para evitar rupturas na linha de raciocínio.
Proposta de melhoria: inclua uma ou duas ações específicas com destinatários (agente), o que será feito (ação), com que meio (meio) e qual o propósito (finalidade), por exemplo: “Agentes: autoridades culturais, escolas, meios de comunicação; Ação: promover campanhas de educação religiosa pluralista e formação de mediadores de conflitos; Meio: programas escolares, rodas de conversa, campanhas midiáticas; Finalidade: reduzir preconceitos e ampliar o respeito às diversidades religiosas.”