- 21 Jul 2025, 15:45
#149397
Na saga literária “A Rainha vermelha”, escrita por Victória Aweyard, acompanhamos um mundo dividido entre pessoas de sangue prateado e de sangue vermelho. Os “vermelhos” são obrigados a ocupar camadas mais abastadas da sociedade por conta da coloração do que corre em suas veias. Apesar de ficcional, não é apenas nos livros de fantasia que o preconceito dita a maneira que determinados grupos são tratados, uma vez que identifica-se na sociedade brasileira a persistência do preconceito linguístico. Nota-se que a continuidade desse problema é resultado, sobretudo, da cultura enraizada na sociedade e da estigmatização da pobreza.
A princípio, é essencial visualizar o papel do hábito da exclusão presente nas entranhas da estrutura social no preconceito linguístico. Em consonância com o sociólogo Florestan Fernandes, após a abolição da escravidão, as pessoas negras foram empurradas para as “margens da sociedade”, ou seja, subjugadas ao espaço periférico e excluídos de oportunidades. Seguindo essa linha de raciocínio, verifica-se que, na prática, estereótipos negativos são inferidos à pessoas que fazem o uso de um português mais distante do idealizado como correto por classes sociais privilegiadas, que não por acaso, são compostas pela maioria branca. Isso pode ser comprovado pela tese sobre a “banalidade do mal” da filósofa Hannah Arendt, que afirma: Quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Sendo assim, conclui-se que o preconceito linguístico está diretamente ligado à cultura enraizada da segregação racial e econômica, manifestada nos hábitos discriminatórios vistos como “normais” pelo povo brasileiro.
Além disso, é necessário pontuar a estigmatização da pobreza como outro fator que dificulta a resolução do problema em análise. Em consonância com o sociólogo Pierre Bordieu, dentre os capitais existentes está o capital simbólico: Características, objetos ou ações que conferem à um indivíduo certo prestígio social. A violência simbólica é decorrente da desigualdade entre capitais simbólicos e pode ser vinculada ao preconceito sobre o uso da língua portuguesa. Isso porque, este é direcionado à pessoas mais pobres, as quais não tiveram acesso ao ensino efetivo da norma culta da língua portuguesa, inferiorizando-os com base nos dissonantes prestígios sociais fornecidos por diferentes usos da linguagem. Tal fato pode ser comprovado pela persistência da pobreza no Brasil, uma vez que as pessoas de baixas classes sociais não têm acesso à oportunidades de acenção devido ao preconceito socioeconômico. Em suma, tal discriminação se manifesta nos estereótipos ligados ao uso da língua portuguesa, uma vez que ele se torna um pré-requisito para a contínua violência simbólica da exclusão.
Portanto, fica claro que o preconceito linguístico vigente no Brasil configura uma adversidade a ser combatida. Para isso, cabe ao Governo Federal instaurar políticas públicas de inclusão, a começar pelo meio educacional através do fornecimento de um ensino público de qualidade, voltado para o acesso futuro dos alunos à faculdade e, consequentemente, à boas oportunidades de trabalho. Tal medida seria viabilizada por uma aliança com o Governo Estadual e Municipal, tendo a finalidade de impedir que a cultura da segregação socioeconômica siga enraizada na sociedade brasileira e não mais perpetue o entrave da discriminação linguística.
A princípio, é essencial visualizar o papel do hábito da exclusão presente nas entranhas da estrutura social no preconceito linguístico. Em consonância com o sociólogo Florestan Fernandes, após a abolição da escravidão, as pessoas negras foram empurradas para as “margens da sociedade”, ou seja, subjugadas ao espaço periférico e excluídos de oportunidades. Seguindo essa linha de raciocínio, verifica-se que, na prática, estereótipos negativos são inferidos à pessoas que fazem o uso de um português mais distante do idealizado como correto por classes sociais privilegiadas, que não por acaso, são compostas pela maioria branca. Isso pode ser comprovado pela tese sobre a “banalidade do mal” da filósofa Hannah Arendt, que afirma: Quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Sendo assim, conclui-se que o preconceito linguístico está diretamente ligado à cultura enraizada da segregação racial e econômica, manifestada nos hábitos discriminatórios vistos como “normais” pelo povo brasileiro.
Além disso, é necessário pontuar a estigmatização da pobreza como outro fator que dificulta a resolução do problema em análise. Em consonância com o sociólogo Pierre Bordieu, dentre os capitais existentes está o capital simbólico: Características, objetos ou ações que conferem à um indivíduo certo prestígio social. A violência simbólica é decorrente da desigualdade entre capitais simbólicos e pode ser vinculada ao preconceito sobre o uso da língua portuguesa. Isso porque, este é direcionado à pessoas mais pobres, as quais não tiveram acesso ao ensino efetivo da norma culta da língua portuguesa, inferiorizando-os com base nos dissonantes prestígios sociais fornecidos por diferentes usos da linguagem. Tal fato pode ser comprovado pela persistência da pobreza no Brasil, uma vez que as pessoas de baixas classes sociais não têm acesso à oportunidades de acenção devido ao preconceito socioeconômico. Em suma, tal discriminação se manifesta nos estereótipos ligados ao uso da língua portuguesa, uma vez que ele se torna um pré-requisito para a contínua violência simbólica da exclusão.
Portanto, fica claro que o preconceito linguístico vigente no Brasil configura uma adversidade a ser combatida. Para isso, cabe ao Governo Federal instaurar políticas públicas de inclusão, a começar pelo meio educacional através do fornecimento de um ensino público de qualidade, voltado para o acesso futuro dos alunos à faculdade e, consequentemente, à boas oportunidades de trabalho. Tal medida seria viabilizada por uma aliança com o Governo Estadual e Municipal, tendo a finalidade de impedir que a cultura da segregação socioeconômica siga enraizada na sociedade brasileira e não mais perpetue o entrave da discriminação linguística.
- 13 Ago 2025, 16:50
#152092
Eiii! Gostei da sua abordagem sobre o preconceito linguístico, conectando ficção e realidade, usando apoio teórico e propondo intervenção. Pontos fortes: referência a várias áreas (sociologia, filosofia, direitos humanos), linha de raciocínio sobre exclusão e capital simbólico, e proposta de políticas públicas. Alguns apontamentos: haveria melhor organização entre as ideias (coerência), precisão de termos (norma padrão) e detalhamento da proposta de intervenção. Nota total: 700 (C1: 160, C2: 160, C3: 160, C4: 160, C5: 200).