Nesse sentido, cabe analisar profundamente essa problemática.
Primeiramente, é indiscutível que o crescimento da produção científica no Brasil decorre das variadas contribuições do povo, com grande destaque para as mulheres. Segundo reportagem publicada pelo jornal Nexo, o Brasil ocupa hoje os primeiros lugares no ranking mundial de países que investem em material e pesquisas científicas. Contudo, é preciso destacar que esse desenvolvimento não se reflete igualmente entre os gêneros.
As mulheres ainda enfrentam inúmeros desafios, como o baixo fomento governamental e o machismo estrutural que desvaloriza os feitos femininos. Esse cenário é agravado pelo fato de vivermos em uma sociedade historicamente machista, que reproduz essa desigualdade desde a antiguidade. Um exemplo disso é a Lei Maria da Penha, que foi criada justamente para coibir tal opressão.
Na área da ciência da saúde, nota-se uma clara carência numérica de mulheres em posições de destaque, tanto em cargos de liderança quanto como referências científicas. Isso se dá, em grande parte, porque esse campo, apesar de vital, ainda é associado a homens e à ideia equivocada de que as mulheres não seriam tão capazes de produzir conhecimento científico de forma relevante.
Portanto, é evidente que o Brasil precisa rever urgentemente essa lógica. Para isso, é fundamental que o Governo Federal invista fortemente não só em ciência da saúde, mas também na educação básica, visando promover a queda do machismo enraizado no meio social e valorizar, consequentemente, os feitos femininos. Dessa forma, o Brasil proporcionará o real reconhecimento das mulheres nas áreas da ciência da saúde
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Na Competência 1, o texto demonstra domínio da norma-padrão, sem apresentar erros gramaticais que comprometam a clareza ou a formalidade exigida. Como sugestão, vale manter a mesma atenção em pequenos detalhes; por exemplo, em “Segundo reportagem publicada pelo jornal Nexo…”, poderia-se inserir um artigo para melhorar a naturalidade: “Segundo uma reportagem publicada pelo jornal Nexo…”.
Na Competência 2, a redação compreende e se aprofunda no tema proposto, discutindo a desvalorização das mulheres no cenário científico e, especificamente, na área da saúde. Os argumentos evidenciam a problemática e apresentam dados (como a referência à reportagem do jornal Nexo), o que demonstra a capacidade de relacionar informações e contextualizar o tema. Para enriquecer ainda mais, poderia-se incluir uma breve discussão sobre como a desvalorização afeta outros setores além da saúde, mas o enfoque escolhido está claro e coerente com o tema.
Na Competência 3, o texto organiza e interpreta as informações de forma lógica, apresentando argumentos coesos e coerentes. A utilização de dados (como o ranking mundial de investimento em ciência) e a menção ao machismo estrutural reforçam o ponto de vista defendido. Sugere-se, para aprimoramento, incluir ainda mais exemplos ou dados comparativos que possam enriquecer a argumentação; entretanto, a organização dos fatos e a justificativa do ponto de vista já se encontram bem estruturadas.
Na Competência 4, há emprego adequado de conectivos e locuções que possuem função articulatória, como “Nesse sentido”, “Primeiramente”, “Contudo” e “Portanto”. Essa progressão lógica entre as ideias mostra uma boa conexão entre os parágrafos e uma estrutura argumentativa bem definida. Para aprimorar ainda mais, pode-se variar os conectivos e reforçar a coesão interna do texto ao retomar conceitos já apresentados, criando pontes que evidenciem a continuidade dos argumentos.
Na Competência 5, a proposta de intervenção está presente e articula os elementos fundamentais: o Governo Federal é apontado como agente responsável, a ação sugerida é o investimento em ciência da saúde e na educação básica, o meio é representado por essa política de investimentos e a finalidade é promover a quebra do machismo e valorizar os feitos femininos. Contudo, a proposta peca pela falta de detalhamento dos meios e das ações. Para atingir a pontuação máxima, seria interessante detalhar, por exemplo, como esses investimentos ocorreriam (campanhas de conscientização, programas de incentivo à carreira científica feminina, formação continuada para educadores, etc.) e qual seria o mecanismo de acompanhamento e avaliação das ações. Assim, a intervenção se tornaria mais concreta e viável.
Em resumo, o texto apresenta boa estrutura, coesão e domínio da língua, bem como uma argumentação consistente em relação à desvalorização das mulheres na área da saúde. A proposta de intervenção, embora contendo os quatro elementos fundamentais, se beneficiaria de um maior detalhamento que demonstrasse a viabilidade e os passos para a mudança proposta.
C1 (Norma-Padrão): 160 — há alguns problemas de concordância/estilo e repetição de termos; não compromete a compreensão geral.
C2 (Domínio do tema): 160 — aborda o tema e utiliza dados gerais, mas há lacunas na articulação de conceitos de diferentes áreas; poderia incluir mais exemplos de políticas públicas e dados estatísticos atuais.
C3 (Seleção/organização de informações): 160 — organiza as ideias em introdução, desenvolvimento e conclusão, porém algumas transições são fracas; melhor resposta com uma linha de raciocínio mais clara entre parágrafos.
C4 (Coesão/coerência): 160 — usa conectivos, mas há repetição de termos e pequenas falhas de encadeamento; melhorias na progressão lógica fortaleceriam o texto.
C5 (Proposta de intervenção): 120 — apresenta ideia geral de investimento e educação, mas não detalha os quatro elementos (agente, ação, meio, finalidade) de forma robusta; pode-se acrescentar um plano específico com atores (Governo, universidades, empresas), ações (políticas de inclusão, quotas, financiamento), meios (orçamento, programas) e finalidade (igualdade de oportunidades, melhoria de saúde pública).