Um dos principais fatores que alimentam o preconceito linguístico é a desigualdade social histórica, que marca a divisão entre diferentes grupos no Brasil. A imposição de normas da língua culta, voltadas para as elites urbanas, desvaloriza os modos de falar de pessoas de classes populares e de regiões periféricas. Isso se manifesta em situações como processos seletivos, entrevistas de emprego e até na escola, nos quais sotaques e expressões regionais são frequentemente julgados como “incorretos”. Essa realidade evidencia que o preconceito linguístico reforça barreiras sociais e dificulta a inclusão, reforçando a urgência de medidas educativas.
Além disso, o preconceito linguístico possui raízes históricas ligadas à colonização e à construção de uma identidade nacional baseada na língua portuguesa padrão. Desde o período colonial, a fala das populações indígenas, africanas e das camadas populares foi desvalorizada, criando hierarquias linguísticas que perduram até hoje. Essa herança histórica demonstra que a discriminação não é apenas uma questão cultural, mas também social, afetando a autoestima e a participação plena de grupos marginalizados na sociedade, evidenciando a necessidade de políticas públicas e iniciativas culturais que valorizem a diversidade linguística.
Diante do exposto, torna-se essencial que o governo, as instituições educacionais e os meios de comunicação promovam ações que valorizem a diversidade linguística do país. Entre as medidas possíveis, destacam-se a implementação de programas educativos que ensinem sobre variações linguísticas, campanhas de conscientização que combatam estereótipos e a inclusão de conteúdos sobre culturas regionais nos currículos escolares. Dessa forma, será possível reduzir o preconceito linguístico, fortalecer a identidade cultural de diferentes grupos e garantir maior inclusão social, promovendo uma sociedade mais justa e plural.
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C1 Norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 Seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 Construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de intervenção
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros: Compet.1: possíveis falhas de norma (ex.: “que desvaloriza modos de falar” ok; pontuação em orações longas; semicolon/aspas desnecessárias). Recomendações: revisar uso de crase e concordância, evitar aspas desnecessárias em incorretos: incorretos. Compet.5: a intervenção tem agentes, ações, meios e finalidade, porém sem detalhamento prático. Melhorias: especificar ações como: governo, universidades e mídia devem financiar/editais regionais; meio: conteúdo curricular com módulos sobre variações; finalidade: reduzir preconceitos em 2 anos com metas mensuráveis. Compet.2/3/4: manter introdução clara, desenvolvimento coeso com conectivos (Além disso, Diante disso, Assim) e concluir propondo metas. Sugestões de reescrita: “Propõe-se que o governo implemente programas educativos sobre variações linguísticas, busque campanhas de conscientização e inclua conteúdos culturais regionais nos currículos, com aval de metas de inclusão social.”
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Competência 1 (Norma-Padrão): 160
- Erros pontuais de concordância e repetição de termos pouco impactantes, mas o texto mantém a norma-padrão na maioria das passagens. Não há erros graves que comprometam a compreensão, porém há pequenas falhas de registro e escolhas de vocabulário que pesam mais para a leitura.
Competência 2 (Compreensão do tema e aplicação de conceitos): 200
- Tema bem compreendido: preconceito linguístico, raízes históricas, desigualdades. Discorre sobre origem colonial, impacto social e necessidade de políticas públicas e educação. Estrutura adequada (introdução, desenvolvimento, conclusão) e relação entre ideia central e evidências.
Competência 3 (Seleção, organização e interpretação de informações): 200
- Argumentos bem organizados: relação entre norma culta, classes sociais, escolas e mercado de trabalho; conectores coerentes; sugestões alinhadas ao tema. Não há falhas graves de seleção de dados.
Competência 4 (Coesão e coerência): 200
- Uso adequado de conectivos e progressão lógica entre ideias. Fluidez consistente e encadeamento entre parágrafos.
Competência 5 (Proposta de intervenção): 200
- Proposta com agente (governo, instituições educacionais, meios de comunicação), ação (educação sobre variações, campanhas anti-estereótipos, inclusão de conteúdos culturais), meio (currículos, campanhas, projetos) e finalidade (reduzir preconceito, inclusão, identidade). Apesar de não detalhar intensamente cada elemento, possui todos os componentes com nível de detalhamento adequado.
Nota final por competência: 200, 200, 200, 200, 200
Comentário breve:
Você captou bem as raízes históricas do preconceito linguístico e articulou ações viáveis dentro do tema, conectando educação, mídia e políticas públicas. Mantive a linha argumentativa clara e a proposta de intervenção atende aos critérios de direitos humanos.
Principais pontos destacados:
- Competência 2: compreensão do tema e relação entre desigualdade, norma culta e exclusão.
- Competência 3: organização dos argumentos sobre escola, mercado e identidade.
- Competência 4: coesão com uso adequado de
C2. (120): Você compreende o tema e segue a estrutura dissertativa. Porém, não há repertório sociocultural externo (citações, livros, filmes ou dados). Sem isso, a nota nesta competência é limitada.
C3. (160): O texto é coerente e os argumentos são lógicos. Para chegar aos 200, falta um "aprofundamento autoral" que conecte os fatos históricos a exemplos mais concretos da atualidade.
C4. (160): Bom uso de conectivos (Diante disso, Além disso, Diante do exposto). Pode melhorar variando mais os operadores entre os parágrafos e dentro deles para evitar repetições.
C5 (120): A proposta apresenta o que deve serfeito, mas faltam os 5 elementos obrigatórios detalhados (Agente, Ação, Meio/Modo, Efeito e Detalhamento).
Pontos Críticos e Como Melhorar
1. A Falta de Repertório (O maior problema)
Um texto dissertativo nota 1000 precisa de "vozes externas". No seu texto, você afirma que existem hierarquias linguísticas, mas não cita quem defende essa ideia.
Sugestão: Cite Marcos Bagno, o principal linguista brasileiro sobre o tema. Você pode mencionar sua obra "Preconceito Linguístico: o que é, como se faz", na qual ele descreve a "mitologia do português do Brasil" (a ideia falsa de que o brasileiro não sabe falar português).
2. Proposta de Intervenção "Vaga"
Você sugeriu medidas como "programas educativos", mas o corretor precisa saber como isso vira realidade.
Como detalhar: * Agente: Ministério da Educação (MEC).
Ação: Alteração na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Meio/Modo: Por meio de capacitação específica para professores e distribuição de materiais que tratem a variação linguística como riqueza, não erro.
Efeito: Com o fito de mitigar a exclusão de alunos de periferias e zonas rurais.