Inicialmente, é pertinente ressaltar que o controle de informações não é um fenômeno exclusivo da contemporaneidade. Durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo, regimes autoritários usaram intensivamente a propaganda para moldar percepções sociais, o que demonstra como a manipulação midiática historicamente impacta a coletividade. Nesse cenário, a internet, ao permitir o direcionamento algorítmico de conteúdos, atualiza tal prática em uma dimensão mais sofisticada e invisível. Assim, como alerta Aldous Huxley em Admirável Mundo Novo, a dominação pode ocorrer não apenas pela coerção, mas também pela sedução das massas, o que fragiliza a capacidade de reflexão autônoma da sociedade.
Ademais, dados recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indicam que mais de 70% dos brasileiros já receberam informações falsas em ambientes digitais, muitas vezes sem reconhecer sua manipulação. Esse cenário se agrava diante do poder das chamadas big techs, que, ao coletar e analisar dados pessoais, conseguem prever preferências e influenciar decisões de consumo e até políticas. Em consonância, o filósofo Zygmunt Bauman, em Modernidade Líquida, alerta para a vulnerabilidade do indivíduo em sociedades marcadas pelo excesso de informação e pela fluidez de valores. Dessa forma, a manipulação digital deixa de ser apenas uma questão tecnológica, tornando-se uma ameaça concreta ao exercício pleno da cidadania.
Portanto, a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet configura um obstáculo ao fortalecimento da democracia e ao exercício da liberdade individual. Para reverter esse cenário, é imprescindível que o Estado brasileiro, em parceria com o Ministério da Justiça e o Ministério das Comunicações, crie uma legislação mais rígida sobre a coleta e o uso de dados pessoais. Essa medida deve incluir a fiscalização das práticas das empresas digitais, a transparência no uso de algoritmos e campanhas de conscientização voltadas para a população. Desse modo, será possível assegurar o equilíbrio entre inovação tecnológica e respeito aos direitos fundamentais, garantindo, assim, a autonomia crítica dos cidadãos.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros: Norma com leve uso de anglicismos (big techs), pontuação/apoio a nomes próprios (Admirável Mundo Novo; Aldous Huxley) e fluidez em algumas expressões. Sugestões: reescrever “no Brasil contemporâneo, a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet” para evitar neologismos; manter nomes em itálico ou entre aspas; revisar grafia e vírgulas: “Admirável Mundo Novo”, “Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo, afirma…”. Intervenção (posicionar detalhes): manter agência/governo explícitos, ação, meio e finalidade de forma mais direta e com exemplos práticos. Por exemplo: O Estado, via Secretaria de Direitos Humanos, institui normas de transparência de algoritmos (meio) para proteger a autonomia crítica (finalidade).
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Competência 1 (Norma-Padrão): 160
- Falta de acentuação em algumas palavras, concordância ligeiramente irregular em trechos e uso de termos próximos ao padrão semântico impecável. Não há erros graves de fundamentação, mas há pequenas impropriedades que impedem nota máxima. Recomendação: revisar acentuação, concordância verbal e pontuação.
Competência 2 (Domínio do tema e formato dissertativo-argumentativo): 200
- Redação clara sobre manipulação de dados, com referência a 1984, temas relevantes (algoritmos, cidadania, desigualdades). Estrutura apresentada (introdução, desenvolvimento, conclusão) e desenvolvimento com argumentos.
Competência 3 (Seleção, organização e interpretação de informações): 200
- Argumentos bem encadeados: relação entre controle de dados, cidadania e democracia; uso de fontes culturais e históricas; visão crítica sobre big techs.
Competência 4 (Coesão e coerência): 200
- Bom uso de conectivos e progressão lógica entre ideias; transições aparecem entre parágrafos com embasamento teórico-histórico.
Competência 5 (Proposta de intervenção): 160
- Proposta com agência pública (Estado brasileiro, ministérios) e ações (legislação, fiscalização, transparência, campanhas) mas sem detalhar suficientemente meios/tempo/indicadores de sucesso. Possui agentes, ações, meios e finalidade, porém poderia detalhar mais.
Observação: A redação possui cerca de 450-500 palavras? Não tenho contagem exata de caracteres, mas aparenta cumprir o tamanho mínimo; se estiver abaixo de 450 caracteres, zeraria. Assumo que está dentro do limite.
Nota final por competência (em escala 0-200):
- Competência 1: 160
- Competência 2: 200
- Competência 3: 200
- Competência 4: 200
- Competência 5: 160
Comentário final ( frase única, em primeira pessoa, até 500 caracteres ):
Vejo uma redação bem estruturada e articulada sobre como dados e algoritmos afetam a cidadania, com referências históricas relevantes e uma proposta de intervenção viável, mas sug