Em primeira análise, o racismo contra pessoas refugiadas possui raízes históricas profundas que dificultam o pleno acesso à cidadania. Durante o período colonial, a metrópole portuguesa impôs a cultura europeia como dominante, promovendo a marginalização de outras crenças e costumes e instaurando a ideia de hierarquia entre etnias e povos. Essa herança histórica fez com que estrangeiros — especialmente os provenientes do Oriente Médio e do continente africano — fossem vistos com desconfiança e preconceito. Tal legado consolidou-se no imaginário social e se reflete em sucessivos casos de discriminação contra refugiados, nos quais a precariedade do acesso à justiça e à proteção estatal contribui para a invisibilidade dessas violações.
Além disso, a fragilidade da legislação voltada à proteção de refugiados compromete avanços significativos na superação dos desafios relacionados ao acolhimento desse grupo. Embora existam normas que reconheçam a cidadania dos exilados, sua aplicação carece de mecanismos efetivos de fiscalização e de garantias concretas de integração social. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas naturais de outros países residentes no Brasil saltou de 592 mil em 2010 para aproximadamente 1 milhão em 2022, o que evidencia a insuficiência da atuação estatal diante de uma realidade alarmante. Soma-se a isso a ausência de suporte psicológico contínuo e a carência de campanhas educativas permanentes, fatores que contribuem para a invisibilidade social desses indivíduos.
Portanto, para que o acolhimento das pessoas refugiadas seja verdadeiramente justo, é imprescindível que o Estado adote medidas integradas de enfrentamento à discriminação contra imigrantes. Cabe ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania implementar programas pedagógicos que conscientizem crianças desde os anos iniciais sobre diferentes culturas e etnias, desenvolvendo nelas a capacidade de compreender e respeitar a diversidade cultural. Paralelamente, o Congresso deve revisar e aprimorar a legislação vigente, tornando as leis de proteção às pessoas refugiadas mais claras e destinando recursos adequados, de modo a garantir sua reintegração plena e saudável à sociedade
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros detectados: Comp1: grafias/acentuação e trechos de concordância (ex.: “problemática” já presente; sugerir evitar termos ambíguos como “problemática estrutural” substituindo por “desafios estruturais”). Comp4: transições entre ideias poderiam ser mais fluídas (ex.: inserir “além disso”/“porém” onde adequado). Comp5: intervenção carece de detalhamento mínimo do meio; sugira: agente (Ministério...), ação (programas pedagógicos), meio (escolas), finalidade (reduzir preconceito em 5 anos). Ex.: reescrita de trecho com foco na intervenção detalhada.
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Competência 1 (Norma-Padrão): 160
- Erros de concordância/acentuação isolados, uso correto de tempo verbal e vocabulário adequado na maioria das passagens. Não há desvios graves, mas há repetições e construção de frases que poderiam fluir melhor.
Competência 2 (Domínio do tema e estrutura): 160
- Tema reconhecido, uso de exemplos históricos e dados para sustentar o argumento. Estrutura presente (introdução, desenvolvimento, conclusão) porém o desenvolvimento poderia explorar mais a relação entre políticas públicas e acolhimento, conectando melhor as ideias.
Competência 3 (Seleção, organização e interpretação): 160
- Argumentos coerentes: racismo histórico, fragilidade legislativa, dados do IBGE. Poderia haver uma linha de raciocínio mais clara entre problemas e soluções propostas, com maior aprofundamento de cada argumento.
Competência 4 (Conectivos e coerência): 160
- Há conectivos e progressão lógica, mas em alguns trechos a transição entre ideias fica truncada. Recomenda-se maior refinamento de nexos para conferir fluidez.
Competência 5 (Proposta de intervenção, direitos humanos): 160
- Proposta com elementos presentes: agente (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; Congresso), ação (programas pedagógicos; revisão/aperfeiçoamento da legislação; destinando recursos), meio (educação, ajuste legal, recursos), finalidade (reconhecer, proteger, reintegrar). Falta detalhamento maior de implementação prática e prazos; ainda assim atende aos requisitos básicos.
Comentários finais:
- Pontos fortes: contextualização histórica, uso de dados e foco na proteção aos refugiados.
- Pontos de melhoria: ampliar a conexão entre problemas identificados e soluções propostas; detalhar ações de implementação; evitar repetições.
- Observação: a redação atende ao objetivo dissertativo-argumentativo, com boa inserção do tema e conclusão que reitera a necessidade de ações.
Comentário (único parágrafo, até 500 caracteres):
Você apresentou um bom domínio do tema e argumentos relevantes, conectando racismo histórico e falhas de políticas públicas ao acolhimento de refugiados. Melhoraria ao articular mais claramente