Diante disso, em uma primeira análise, é importante pontuar o dever da máquina pública na garantia de direitos ao cidadão. De acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu livro "O Cidadão de Papel", o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais – como a Constituição de 1988 – e pela cidadania apenas no campo teórico. Sob esse viés, percebe-se que a postura estatal é de descaso no que se refere à efetivação da acessibilidade digital para pessoas com deficiência, uma vez que essa temática é deixada em último plano nas discussões e decisões políticas, mesmo existindo legislações como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que determina a obrigatoriedade da acessibilidade em sites de empresas e órgãos públicos. Assim, esse cenário se perpetua no Brasil, restringindo o acesso de milhões de cidadãos à informação, à educação e à participação social – o que reforça desigualdades históricas.
Além disso, é válido perceber a má influência da mídia como fator potencializador da problemática em debate. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento da democracia não deve ser utilizado como mecanismo de opressão. Entretanto, a mídia tem sido pouco democrática em relação à inclusão digital das pessoas com deficiência, já que, muitas vezes, em seus conteúdos e coberturas, são ignoradas as dificuldades enfrentadas por esse grupo, e pouco se fala sobre a importância da acessibilidade na web. Essa invisibilidade contribui para a manutenção de um imaginário social que normaliza a exclusão digital, colaborando com o desconhecimento do público e a omissão de empresas e órgãos públicos diante de suas responsabilidades legais.
Portanto, cabe ao Estado – em sua função de promotor do bem-estar social – investir uma maior parte do PIB na criação e implementação de políticas públicas voltadas à inclusão digital das pessoas com deficiência. Isso deve ser feito por meio da fiscalização e ampliação da acessibilidade em sites públicos e privados, da capacitação de profissionais de tecnologia em acessibilidade web e do financiamento de campanhas de conscientização sobre o tema. Tal ação tem a finalidade de remediar os obstáculos da inclusão de pessoas com deficiência na acessibilidade digital no Brasil, o que irá contrapor o elucidado por Dimenstein e permitirá o avanço rumo a uma sociedade mais equitativa e digitalmente acessível.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma: grafias/acentuações e algumas escolhas frasais (ex.: “descaso governamental” não é erro grave, mas há vocabulário pouco formal em alguns trechos). Correção prática: revisar conectores e repetições; evitar deslocamentos excessivos de sujeito; manter coesão entre parágrafos (Além disso → Ademais; portanto → logo). Proposta de intervenção já atende aos quatro elementos; detalhar ações específicas (quem fiscaliza, como medir acessibilidade, prazos) para fortalecer a finalidade humanitária.
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