- 26 Ago 2025, 12:14
#153042
Na canção "Asa Branca", o cantor Luiz Gonzaga pergunta a Deus o motivo de haver tanto sofrimento no Brasil. Apesar do lapso temporal, é inegável a atualidade da canção, posto que enfrentamos os desafios no controle de apostas e de jogos online no Brasil. Tal sofrimento decorre da inobservância estatal, tal como da má influência midiática. Nesse sentido, faz-se imprescindível remediar esse imbróglio em prol da plena harmonia social.
Em uma primeira análise, é importante pontuar o dever da máquina pública na garantia de direitos ao cidadão. De acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu livro "O Cidadão de Papel", o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais — como a Constituição de 1988 — e pela cidadania apenas no campo teórico. Sob esse viés, percebe-se que a postura estatal é de descaso no que se refere à regulamentação eficaz e à fiscalização das plataformas de apostas online, uma vez que essa temática é deixada em último plano nas discussões e decisões políticas. Assim, esse cenário se perpetua no Brasil, contribuindo para o crescimento do vício em jogos, o comprometimento da saúde mental dos usuários e o agravamento de problemas financeiros e familiares.
Além disso, é válido perceber a má influência da mídia como fator potencializador da problemática em debate. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento da democracia não deve ser utilizado como mecanismo de opressão. Entretanto, a mídia tem sido pouco democrática em relação ao controle das apostas online, já que tende a romantizar a ideia de lucro fácil e a promover influenciadores digitais que divulgam incessantemente essas plataformas, enquanto as reais dificuldades enfrentadas pelos jogadores compulsivos são pouco abordadas. Isso contribui para a perpetuação da ludopatia, um transtorno que, segundo a OMS, afeta o cérebro de forma semelhante ao vício em drogas ou álcool. Por isso, torna-se urgente responsabilizar a mídia pelo papel que desempenha na manutenção dessa problemática.
Urge, portanto, que é essencial a atuação estatal e social para que os obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar o capital que, por meio do Ministério da Saúde e do Ministério da Comunicação, será revertido em campanhas de conscientização e fiscalização das propagandas digitais, através do âmbito educacional, clínico e digital, uma vez que o intuito é prevenir o avanço da ludopatia, a fim de garantir a proteção da saúde mental da população e a segurança econômica dos indivíduos. Dessa forma, o questionamento de Luiz Gonzaga não refletirá na nossa nação.
Em uma primeira análise, é importante pontuar o dever da máquina pública na garantia de direitos ao cidadão. De acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu livro "O Cidadão de Papel", o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais — como a Constituição de 1988 — e pela cidadania apenas no campo teórico. Sob esse viés, percebe-se que a postura estatal é de descaso no que se refere à regulamentação eficaz e à fiscalização das plataformas de apostas online, uma vez que essa temática é deixada em último plano nas discussões e decisões políticas. Assim, esse cenário se perpetua no Brasil, contribuindo para o crescimento do vício em jogos, o comprometimento da saúde mental dos usuários e o agravamento de problemas financeiros e familiares.
Além disso, é válido perceber a má influência da mídia como fator potencializador da problemática em debate. Segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento da democracia não deve ser utilizado como mecanismo de opressão. Entretanto, a mídia tem sido pouco democrática em relação ao controle das apostas online, já que tende a romantizar a ideia de lucro fácil e a promover influenciadores digitais que divulgam incessantemente essas plataformas, enquanto as reais dificuldades enfrentadas pelos jogadores compulsivos são pouco abordadas. Isso contribui para a perpetuação da ludopatia, um transtorno que, segundo a OMS, afeta o cérebro de forma semelhante ao vício em drogas ou álcool. Por isso, torna-se urgente responsabilizar a mídia pelo papel que desempenha na manutenção dessa problemática.
Urge, portanto, que é essencial a atuação estatal e social para que os obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar o capital que, por meio do Ministério da Saúde e do Ministério da Comunicação, será revertido em campanhas de conscientização e fiscalização das propagandas digitais, através do âmbito educacional, clínico e digital, uma vez que o intuito é prevenir o avanço da ludopatia, a fim de garantir a proteção da saúde mental da população e a segurança econômica dos indivíduos. Dessa forma, o questionamento de Luiz Gonzaga não refletirá na nossa nação.
whomai