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Por Lucas00977
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Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida é marcada por relações frágeis e pela valorização da aparência. Nesse sentido, as redes sociais, ao priorizarem a exposição da imagem e a busca por aceitação, acabam impulsionando a adultização de crianças e adolescentes. Essa realidade não apenas compromete a formação identitária dos jovens, mas também reforça padrões de consumo e de comportamento nocivos à sua saúde mental. Assim, o combate a essa problemática exige superar desafios ligados tanto à responsabilização das plataformas digitais quanto à conscientização das famílias e da sociedade.

Em primeiro plano, a ausência de fiscalização efetiva das redes sociais contribui para a intensificação da adultização infantojuvenil. Isso porque muitas plataformas digitais não apresentam mecanismos rígidos de controle etário, permitindo que crianças e adolescentes tenham contato precoce com conteúdos sexualizados, padrões estéticos inalcançáveis e influenciadores que incentivam comportamentos inadequados para sua faixa etária. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a superexposição digital sem mediação adulta pode provocar danos à autoestima e ao desenvolvimento psicológico. Logo, a insuficiência de medidas regulatórias e de políticas públicas de proteção digital figura como um obstáculo central para o combate a essa problemática.

Além disso, é notória a fragilidade da mediação familiar diante desse cenário. Muitos responsáveis, por desconhecimento ou falta de tempo, não acompanham a vivência digital de crianças e adolescentes, permitindo que sejam influenciados por padrões adultos irreais propagados online. Essa negligência pode acarretar sérios prejuízos, como a erotização precoce, a ansiedade social e a perda do senso crítico. Sob a ótica da filósofa Hannah Arendt, a educação é essencial para preparar os jovens para o mundo, o que implica também orientá-los quanto ao uso consciente da internet. Nesse sentido, o engajamento da família, aliado a iniciativas educacionais que promovam a alfabetização midiática, é indispensável para mitigar os efeitos da adultização em redes sociais

Diante do exposto, é imprescindível que o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério das Comunicações, desenvolva programas de alfabetização midiática nas escolas, por meio de palestras, materiais didáticos e oficinas interativas, a fim de instruir crianças e adolescentes sobre os riscos da exposição precoce nas redes. Paralelamente, cabe ao Congresso Nacional elaborar leis que obriguem as plataformas digitais a adotar mecanismos de controle etário mais rígidos, como verificações periódicas de identidade. Essas medidas, ao atuarem de forma conjunta, contribuirão para proteger o desenvolvimento integral dos jovens e reduzir os efeitos da adultização infantojuvenil no espaço digital.
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    Principais erros: 1) Norma padrão: “adultizacao” no início deveria ser “adultização”; acentuação incorreta/ausente e termos com grafia correta (ex.: “filósofa”). 2) Coesão/estilo: algumas pausas longas e repetição de conectivos; melhorar com variações (além disso, ademais, consequentemente). 3) Coerência temática: manter foco na relação entre redes e adultização, evitando digressões sobre conceitos não essenciais. Sugestões: reescrever a frase inicial com “a modernidade líquida...” e usar conectivos variados. 4) Proposta de intervenção já está completa; ajuste apenas detalhar ações, metas e prazos para maior precisão. Exemplo de reescrita de intervenção: “O MEC, em parceria com o Ministério das Comunicações, deve implementar... com metas mensuráveis até 2027 e avaliação periódica por comitê.”

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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Por babaloo
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#169485
Avaliação da Redação

Competência 1 (Norma-Padrão): 160
- Erros pontuais de registro e coerção, mas a redação demonstra domínio razoável da norma. Não há problemas graves de concordância ou regência, apenas algumas construções simplificadas e vícios de estilo.

Competência 2 (Compreensão do tema e desenvolvimento): 160
- Tema reconhecido e desenvolvido; conecta Bauman, Unicef, Arendt, ações regulatórias e educacionais. Estrutura em Introdução, Desenvolvimento (com dois núcleos) e Conclusão, porém há espaço para maior coesão entre ideias e aprofundamento de argumentos.

Competência 3 (Seleção e organização de informações): 160
- Uso de fontes relevantes (Bauman, Unicef, Arendt) e proposições de soluções. Falta, às vezes, articulação mais clara entre evidência e argumento central; algumas ideias aparecem de forma algo convencional.

Competência 4 (Coesão e coerência): 160
- Conectivos presentes, progressão lógica aceitável. Pode melhorar a transição entre parágrafos e a ligação mais direta entre diagnóstico e proposta.

Competência 5 (Proposta de intervenção): 200
- Proposta com quatro elementos presentes: agente (Ministério da Educação, Ministério das Comunicações, Congresso Nacional), ação (alfabetização midiática, leis de controle etário), meio (escolas, materiais, leis) e finalidade (proteção do desenvolvimento integral). Detalhamento suficiente para atender ao requisito.

Total aproximado (media simples): 160, 160, 160, 160, 200

Comentário final:
Parabéns pela escolha do tema atual e pela integração de referências (Bauman, Unicef, Arendt) para fundamentar a análise. Sugiro fortalecer as ligações entre evidências e argumentos, com exemplos mais específicos de como as medidas propostas podem ser implementadas e avaliadas, além de ampliar a reflexão sobre efeitos mediáticos na formação identitária. Continue trabalhando a coesão entre as ideias para tornar o texto ainda mais persuasivo.
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