Primordialmente, é necessário destacar a insuficiência de regulamentações específicas que abordem a participação de menores em produções digitais. Apesar do Estatuto da Criança e do Adolescente assegurar a proteção integral, a fiscalização na internet ainda é deficiente, o que facilita práticas abusivas. Ademais, conforme revelado no caso Hytalo, muitas famílias aceitam benefícios financeiros em troca da exposição dos filhos, expondo a vulnerabilidade social que agrava o problema. Nesse sentido, o documentário “Má influência: o lado sombrio dos influencers infantis” (Netflix) ilustra que a superexposição digital infantil é um fenômeno global, uma vez que apresenta a trajetória de Piper Rockelle, jovem influenciadora que enfrenta pressão psicológica decorrente de sua visibilidade online.
Além disso, a lógica de funcionamento das plataformas digitais contribui para a perpetuação dessa problemática, visto que priorizam o engajamento e o lucro em detrimento da proteção infantil. Soma-se a isso a desinformação de pais e responsáveis, que, muitas vezes, desconhecem os riscos da exposição precoce ou até incentivam a participação dos filhos visando ganhos financeiros. Portanto, é imprescindível que haja uma articulação entre Estado, empresas de tecnologia e sociedade civil para garantir o respeito aos direitos das crianças e adolescentes e reduzir os danos sociais e emocionais decorrentes dessa prática.
Diante do exposto, faz-se necessário que o Governo Federal, por meio do Congresso Nacional, elabore leis específicas para regulamentar e fiscalizar a participação de menores em conteúdos digitais, prevendo sanções para práticas abusivas. Paralelamente, as plataformas de redes sociais devem implementar ferramentas de inteligência artificial para detecção e remoção rápida de conteúdos ilegais, bem como promover campanhas educativas sobre o tema. Ademais, ONGs e escolas podem realizar palestras e cursos para pais e responsáveis, a fim de conscientizá-los acerca dos riscos da exposição digital infantil. Como resultado, haverá maior proteção às crianças e adolescentes, assegurando-lhes o direito ao desenvolvimento saudável e à dignidade no ambiente online.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: uso excessivo de casos hipotéticos (Hytalo/Santos) sem clareza de que são exemplos ou realidades verificáveis; relação entre tema e exemplos às vezes vaga. Sugestões: evitar nomes não verificados ou explicitar que são casos hipotéticos; manter foco no tema. Melhorias: inserir conectivos de progressão (além disso, contudo, por isso); organizar ideias em parágrafos de introdução, desenvolvimento e conclusão. Intervenção: detalhar agente, ação, meio e finalidade (ex.: Governo cria, por meio de lei específica, obrigação de plataformas remover conteúdos com menor de 18 sob pena de sanção; ações de fiscalização públicas; finalidade: proteção integral da criança).
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