Essa lógica pode ser observada na atualidade brasileira, uma vez que a questão da ausência de garantia de cuidados paliativos no Brasil se mostra persistente e prejudicial ao desenvolvimento social. Nesse contexto, observa-se que tal problemática decorre tanto da falta de oferta para uma alta demanda, quanto da falta de uma Política Nacional, o que dificulta a inclusão em todos os níveis de atenção à saúde.
Em primeiro lugar, é notório que a ausência de oferta desse serviço constitui um fator agravante para a manutenção do problema. Conforme os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde (2024), cerca de 625 mil brasileiros precisam de cuidados paliativos. Essa realidade se perpetua devido à ineficácia de agentes responsáveis como o Estado, que falham em garantir políticas públicas eficazes. Assim, a ausência de medidas eficazes aprofunda o problema e contribui para a sua permanência no meio social.
Além disso, observa-se que a falta de uma Política Nacional voltada única e exclusivamente para os cuidados paliativos também potencializa a dificuldade de resolução da questão. Segundo Pierre Bordieu, a desigualdade social se perpetua por mecanismos simbólicos que limitam o acesso dos indivíduos a direitos. Dessa forma, a falta de conscientização da sociedade acentua o problema, reforçando estigmas e impedindo mudanças significativas. Portanto, a permanência desse cenário inviabiliza a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Diante do exposto, é imperativo alterar o atual quadro de negligência. Os hospitais e clínicas devem capacitar mais profissionais por meio de palestras e cursos a fim de haver a oferta do serviço de maneira que sane a demanda e seja capacitada. Paralelamente, o Ministério da Saúde precisa criar Políticas Nacionais e leis que imponham o serviço de cuidados paliativos como algo obrigatório, para assim reverter e mitigar a permanência desse cenário. Assim, concretiza-se a lição de Hans Jonas: transformar discurso em garantia de direitos, e não em obstáculos a eles.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: 1) Grammáticos/ortográficos: “Pierre Bordieu” (nome correto: Bourdieu), discordância verbal em “Estado, que falham” e lapsos de expressão como “a fim de haver”/“e seja capacitada”.(trechos: “Segundo Pierre Bordieu…”, “agentes responsáveis como o Estado, que falham…”, “a fim de haver a oferta… e seja capacitada”). 2) Coerência e tema: cita doutrinários sem checar citações; poucas evidências atuais e dados mal contextualizados. 3) Coesão: uso de conectivos adequado, mas algumas transições são cansativas. 4) Proposta de intervenção: contém elementos básicos (agente, ação, meio, finalidade) porém pode detalhar melhor como, quando e com quais metas. Sugestões: reescrever com nomes corretos, ajustar concordância: “o Estado falha” e “para que haja oferta de cuidados paliativos”; melhorar a intervenção: “agente: Ministério da Saúde; ação: instituir política nacional; meio: leis e financiamento; finalidade: universalizar o acesso.”
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