As causas são multifatoriais e interligadas. Em primeiro lugar, a formação inadequada de condutores e a fiscalização fragmentada favorecem comportamentos de risco — excesso de velocidade, falta de equipamentos de proteção e manobras perigosas. Em segundo, a precariedade da infraestrutura urbana — vias esburacadas, ausência de faixas segregadas e sinalização insuficiente — eleva a probabilidade de colisões. Em terceiro, a expansão do trabalho por plataformas digitais intensificou jornadas e pressa entre entregadores, expondo-os a maior risco sem garantias trabalhistas que reduzam fadiga e insegurança.
As consequências vão além do dano individual: a demanda crescente por atendimentos de emergência redireciona recursos do SUS para cuidados agudos, diminuindo investimentos em prevenção, atenção primária e reabilitação. Além disso, trabalhadores jovens e em idade produtiva sofrem perda de renda, aumento da dependência de benefícios sociais e dificuldades de reinserção laboral quando permanecem com sequelas, aprofundando desigualdades regionais e familiares.
Para enfrentar o problema, propõe‑se um conjunto integrado de ações operacionais e financiáveis. Na educação e formação, incluir educação para o trânsito no currículo escolar com módulos práticos e implementar curso obrigatório de pilotagem defensiva e reciclagem bienal como requisito para renovação da CNH, custeado parcialmente por taxa específica destinada a um fundo setorial. Na regulação do trabalho por plataformas, instituir legislação federal que fixe jornada máxima, intervalos remunerados, seguro mínimo contra acidentes e responsabilidade solidária das plataformas; a fiscalização será coordenada por convênios entre Ministério do Trabalho e Previdência, agências reguladoras e secretarias municipais, com cronograma trimestral de inspeções.
Em infraestrutura e fiscalização, lançar um plano nacional prioritário para recapeamento e implantação de corredores e faixas segregadas para veículos leves de duas rodas nas 100 cidades com maior índice de acidentes, além de ampliar sinalização e drenagem. Implantar fiscalização eletrônica (radares e câmeras) integrada a sistemas de análise de dados para ações focalizadas. O financiamento dessas intervenções deve provir do Fundo Nacional de Segurança Viária — composto por parcela das multas de trânsito, contribuições sobre aplicativos de entrega e transferências federais — com destinação vinculada a obras, educação e fiscalização.
No campo da saúde, fortalecer a rede de reabilitação com metas regionais (vagas por 100 mil habitantes) financiadas por pactuação tripartite (União, estados e municípios) e estabelecer protocolo de atendimento prioritário a vítimas de acidente com motocicleta, incluindo acompanhamento multiprofissional e programas de reinserção profissional, com incentivos fiscais a empresas que contratem reabilitados e bolsas‑qualificação durante o tratamento.
A governança deve ser transparente e baseada em metas e indicadores claros: redução de 40% das mortes de motociclistas em cinco anos, queda de 30% nas internações decorrentes de acidentes com motos e tempo médio de espera por reabilitação inferior a 30 dias. Auditoria independente anual e painel público com dados abertos garantirão monitoramento e responsabilidade, enquanto comissões locais com representantes do governo, sociedade civil e trabalhadores zelarão pela implementação.
Em síntese, a redução da morbimortalidade associada ao aumento do uso de motocicletas depende de políticas integradas — educação, regulação trabalhista, infraestrutura segura, fiscalização tecnológica e fortalecimento da reabilitação —, financiadas por mecanismo sustentável e acompanhadas por metas e auditoria. Só assim será possível aliviar a pressão sobre o SUS, preservar vidas e promover mobilidade mais segura e equitativa.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros (Comp.1): algumas vírgulas e concordâncias podem melhorar; trechos como “a formação inadequada de condutores e a fiscalização fragmentada favorecem” podem ser mais fluídos. Sugestão: revisar: “a formação inadequada dos condutores e a fiscalização fragmentada favorecem comportamentos de risco.” (Trecho: “plataforma digitais intensificou jornadas” → “plataformas digitais intensificaram jornadas”).\nContribuições (Comp.2/3): o tema está bem articulado, com introdução, desenvolvimento e propostas.\nContribuições (Comp.4): há uso de conectivos, mas procure manter progressão lógica entre parágrafos, por exemplo: introdução → causas → consequências → ações (utilizar: além disso, entretanto, por conseguinte).\nContribuições (Comp.5): proposta de intervenção está presente com agentes, ações, meios e finalidades, incluindo financiamento, regulamentação e metas; porém inclua um cronograma mais específico e indicadores de implementação para maior robustez (ex.: fases, responsabilidades claras, prazos).
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