Primordialmente, é relevante destacar as condições insalubres vivenciadas pelos moradores das favelas e periferias do Brasil. Dessa forma, estes indivíduos estão mais sujeitos a contrair doenças causadas por vetores, à fome, pobreza, além de enfrentar a falta de saneamento básico adequado, acesso à água potável, educação escolar, empregos estáveis e outras condições mínimas para a sobrevivência humana. Nesse contexto, é notória a necessidade da intervenção do Estado, que segundo o “Contrato Social” de John Locke, tem o dever de assegurar os direitos e o bem-estar coletivo, assim como impõe o Artigo 5º já citado.
Outrossim, as vítimas do racismo ambiental se encontram em zonas desfavoráveis para a sua segurança, sobretudo, em relação a desastres naturais em sua região. Um exemplo disso é o rompimento da Barragem de Brumadinho, que segundo o G1, culminou em inúmeras mortes e no desaparecimento de centenas de pessoas, a maioria delas pertencentes a uma classe social menos favorecida, evidenciando a falta de ação do governo no que se refere à priorização da preservação da vida da população brasileira. Além disso, essas pessoas estão mais vulneráveis a sofrer com outras dificuldades, como a ação de facções, ladrões e outros malfeitores, uma vez que suas moradias não possuem fatores de proteção suficientes.
Portanto, é fulcral que o Poder Executivo, por meio de políticas públicas e auxílio financeiro governamental, invista em uma infraestrutura apropriada para a substituição das favelas e em sua segurança a fim de conceder as condições de vida necessárias aos moradores dessas áreas, além de proporcionar melhores oportunidades de emprego. Essas medidas se justificam pelo fato de que essas pessoas vivem em um ambiente cuja precariedade ameaça sua saúde, sendo imprescindível a intervenção estatal. Ademais, as mídias sociais devem colaborar com a divulgação sobre o racismo ambiental para a conscientização dos cidadãos brasileiros. Assim, o Estado estará cumprindo adequadamente as leis da Constituição Federal e efetivando seu dever postulado por Locke, garantindo a construção de uma nação igualitária e a promoção da saúde para seus habitantes.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros (C1): linguagem em alguns trechos, como “Outrossim”/“fulcral” e a ideia de “substituição das favelas”; sugere-se revisar a norma e evitar termos arcaicos. Ex.: substituir por “fundamental” e evitar generalizações, mantendo foco no racismo ambiental. Erros (C2): maior ligação entre a teoria (Locke) e o tema; reescrever a introdução para firmar o tema. Erros (C3): organização de ideias é interrompida por dados soltos; proponha parágrafos com causa–efeito bem delineados. Erros (C4): usar conectivos para manter coesão entre ideias: “além disso”, “porém” etc. Erros (C5): a intervenção está presente, mas pode detalhar metas, prazos e agentes secundários além do Executivo, assegurando direitos humanos. Proposta de melhoria: reescrever parágrafo final com: Agência (governos municipais/viárias), ação (fortalecer saneamento), meio (recursos orçamentários), finalidade (reduzir desigualdade e riscos).
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