Em primeira análise, é importante destacar as consequências econômicas da disseminação das apostas. Ao contrário da promessa ilusória de enriquecimento, a prática frequentemente conduz ao endividamento e à perda de recursos essenciais. Indivíduos em vulnerabilidade social são os mais afetados, pois veem no jogo uma saída imediata para suas dificuldades financeiras. De acordo com levantamento do Instituto Jogo Responsável, mais de 60% dos apostadores em situação de risco pertencem às classes C e D, o que evidencia a intensificação do ciclo de pobreza, já que o dinheiro gasto com o vício deixa de ser aplicado em alimentação, saúde e educação, comprometendo a dignidade das famílias.
Além disso, os impactos psicológicos e sociais não podem ser negligenciados. O vício em apostas, segundo a Organização Mundial da Saúde, é considerado um transtorno comportamental semelhante ao da dependência química, capaz de gerar ansiedade, depressão e isolamento. O relato do chamado “Apostador Falido”, presente em estudos sobre o tema, exemplifica como a compulsão pode levar à destruição de vínculos familiares e à exclusão social. Nesse sentido, o problema econômico amplia-se para o campo afetivo e coletivo, mostrando como as perdas materiais contribuem também para o adoecimento mental e a ruptura de relações.
Portanto, a difusão desenfreada das apostas representa um desafio urgente para o Brasil. Para enfrentá-lo, o Estado deve adotar uma regulamentação rigorosa sobre a publicidade desses jogos, de modo a impedir sua glamourização perante jovens e adultos. Ademais, é fundamental que escolas e meios de comunicação desenvolvam campanhas educativas de conscientização, apresentando informações sobre os riscos do vício em apostas e promovendo alternativas saudáveis de lazer. Assim, será possível reduzir os danos sociais e econômicos desse fenômeno, protegendo a população de um problema que, em vez de gerar oportunidades, perpetua a miséria e o sofrimento emocional.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: uso de dados sem explicitar datas/alcance (ex.: “Instituto Jogo Responsável” e “Organização Mundial da Saúde” sem contextualizar validade) e algumas aspas desnecessárias. Melhoria: manter referências com data/sede (ex.: estudo de 2023, OMS, relatório do IJR) e integrar dados ao argumento com conectivos como, por exemplo, “consequentemente”, “assim sendo”. Proposta de intervenção: detalhar agente, ação, meio e finalidade com exemplos (Estado fiscalize anúncios, políticas educativas em redes públicas, parcerias com ONGs; meio: campanhas nas redes, escolas; finalidade: reduzir dependência e proteger direitos humanos).
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