Em primeiro lugar, observa-se a exploração das vulnerabilidades sociais como motor desse problema. O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, em A Sociedade do Cansaço, explica como o desgaste cotidiano leva as pessoas a buscar compensações rápidas, o que se materializa nas apostas digitais. Jovens e cidadãos de baixa renda, movidos pelo desespero financeiro e pela esperança de mobilidade imediata, tornam-se alvo preferencial da publicidade que, com cores vibrantes e falas sedutoras, mascara o perigo do vício. Tal prática resulta em dívidas crescentes e dependência psicológica, num ciclo em que a esperança é transformada em algema invisível. Nesse sentido, limitar o uso de influenciadores na divulgação dessas plataformas e restringir o acesso ao crédito para apostas mostra-se medida urgente.
Ademais, a ausência de fiscalização efetiva e a falha educacional intensificam o cenário. Embora a Lei nº 14.790/2023 estabeleça normas para regulamentar as apostas online, a carência de monitoramento rigoroso permite que práticas abusivas floresçam. Paralelamente, as instituições de ensino, ao priorizarem conteúdos voltados a exames seletivos, negligenciam a formação crítica dos alunos. Como advertiu Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”; logo, a omissão escolar diante desse desafio perpetua um público vulnerável a falsas promessas. A metáfora do filme O Apostador, em que o protagonista se enreda em dívidas ao buscar salvação em jogos, ilustra com precisão a realidade de milhares de brasileiros.
Portanto, as campanhas publicitárias de apostas online intensificam o endividamento da população brasileira ao explorar vulnerabilidades sociais, somadas à ineficiência da legislação e ao déficit educacional. Para reverter esse quadro, cabe ao Ministério da Justiça, em conjunto com a Agência Nacional de Telecomunicações, regulamentar com maior rigor o uso de influenciadores e coibir a concessão de crédito para tais práticas. Paralelamente, o Ministério da Educação deve incluir, em sua grade curricular, projetos de letramento midiático que capacitem os jovens a reconhecerem discursos publicitários enganosos. Assim, será possível transformar um cenário de apostas ilusórias em uma sociedade mais consciente, crítica e financeiramente equilibrada.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais problemas: 1) Norma-padrão: alguns lapsos menores de concordância e grafia (ex.: “limitar o uso… e restringir” com erro residual de fluidez; escolha de termos pode ficar mais precisa). Sugestão: revisar para evitar vícios de regência e ajustar pontuação: “limitar o uso de influenciadores… e restringir o acesso ao crédito para apostas, mostra-se uma medida urgente.” 2) Tema/proposta: uso de referências teóricas é adequado, mas pode haver exagero na generalização de público-alvo (evite estereótipos). 3) Coesão/Coerência: conectivos bem empregados, manter sequência de ideias; reforçar a transição entre parágrafos com conectivos adicionais. 4) Intervenção: apresenta agentes, ações e finalidade; pode detalhar o meio de aplicação e indicadores de eficácia (ex.: metas de redução de endividamento em 12 meses). Sugestão de melhoria: incluir metas mensuráveis e prazo, por exemplo: “O Ministério da Justiça, em conjunto com a ANATEL, regulamentará o uso de influenciadores, consolidando diretrizes em 6 meses, com metas de redução de dívidas associadas a apostas em 20% no primeiro ano.”
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