Em primeiro lugar, é relevante destacar a ineficiência governamental como um dos pilares dessa problemática. Sob a perspectiva do filósofo John Locke, é dever do Estado garantir os direitos básicos dos indivíduos. Todavia, a conjuntura nacional destoa do pensamento do autor, uma vez que o poder público não elabora políticas públicas capaz de assegurar a proteção das mulheres, como a ampliação das delegacias especializadas no atendimento feminino, campanhas de conscientização, além de disponibilizar apoio psicológico. Como consequência, pode ocorrer um aumento dos relacionamentos abusivos, fazendo com que as mulheres fiquem vulneráveis a submissão e violência. Por isso, enquanto esse impasse persistir, será difícil solucioná-lo.
Ademais, é notório enfatizar que o problema é também agravado pela falta de conhecimento acerca desse assunto. Sobre isso, o escritor Peter Drucker afirma que a informação, ao possibilitar o conhecimento, é uma das principais estratégias para garantir o desenvolvimento social. Análogo ao tema, os meios de comunicação falham ao não divulgar reportagens nos canais televisivos de modo a alertar as mulheres sobre o riscos do relacionamento abusivo. Essa negligência contribui para naturalização do problema.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para solucionar essa problemática. Cabe ao Estado — ente administrativo responsável pela promoção do bem comum — implementar políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Isso inclui o repasse de verbas federais destinadas à ampliação de delegacias especializadas no atendimento feminino, a contratação de assistentes sociais e psicólogos com o intuito de disponibilizar apoio psicossocial às vítimas de violência tanto física quanto psicológica. Ademais, é essencial que a mídia — agente transformadora da sociedade — exiba resportagens nos canais televisivos e nas redes sociais a fim de orientar os telespectadores sobre os perigos dos relacionamentos abusivos. Com ações conscientes e coletivas, espera-se mitigar esse problema no país.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 40% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. Seu texto apresenta estrutura sintática com certa organização, porém com muitos desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual, que comprometem a compreensão das ideias.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: Gênero/número incorreto: “vida da mulheres” (corrigir: vida das mulheres); uso inadequado de vírgulas e coesão em alguns trechos; falhas de concordância e repetição de termos como “problema” sem variabilidade lexical. Sugestões: reescrever a introdução com foco claro, por exemplo: “Este texto analisa as consequências de relacionamentos abusivos para a vida das mulheres.” Conectivos mais precisos: “além disso”, “por isso”, “consequentemente”. Proposta de intervenção mais detalhada: definir agente, ação, meio e finalidade de forma explícita, ex.: Estado implementa políticas públicas (ação) com financiamento (meio) para proteção (finalidade) das mulheres, e a mídia divulga campanhas (agente) nos meios digitais (meio).
Para receber uma correção mais robusta e completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.
Competência 1 – Domínio da Norma-Padrão da Língua: 120
- Erros de concordância, crase e regência presentes (ex.: “relacionamentos abusivos na vida da mulheres”, “relatos de reportagens”, expressão “fazer com que as mulheres fiquem vulneráveis”).
- Falta de ajuste de algumas formas e vocabulário pouco preciso em alguns trechos (ex.: “hodierno”, “conjuntura nacional destoa do pensamento do autor”).
- Não há muitos desvios graves, mas existem mais de 6 erros de diferentes tipos.
Competência 2 – Compreensão do tema e desenvolvimento dissertativo-argumentativo: 160
- Tema identificado e defendido: consequências de relacionamentos abusivos.
- Estrutura básica: introdução, desenvolvimento (causas) e conclusão (propostas).
- Falta (em alguns trechos) de aprofundamento crítico e de diferenciação entre causas estruturais e individuas; há uma visão algo linear e insuficiente na relação entre causas e soluções.
Competência 3 – Seleção, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos: 160
- Argumentos usados: falha governamental, falta de informação, papel da mídia.
- Uso de autoridades (Locke, Drucker) para fundamentar; porém, algumas citações não suficientemente articuladas ao tema.
- Organização suficiente, mas carece de refinedação entre causa e solução, com menos evidências empíricas ou dados.
Competência 4 – Coesão e coerência: 160
- Uso de conectivos, porém há repetições e algumas ligações frágeis entre ideias (ex.: “Ademais” seguido de nova linha de pensamento).
- Progressão lógica aceitável, mas poderia melhorar com conectivos mais diversos e encadeamento mais claro entre causas e propostas.
Competência 5 – Proposta de intervenção (agente, ação, meio, finalidade): 200
- Apresenta propostas com agente (Estado, mídia), ações (políticas públicas, ampliação de delegacias, apoio psicossocial, reportagens), meios (investimentos, contratação de profissionais, veículos de comunicação) e finalidade (proteção das mulheres, redução da violência).
- Detalhamento razoável, com