Diante desse cenário, é importante observar que o descaso estatal contribui significativamente para a perpetuação da pedofilia na internet. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, diversas instituições se tornaram "zumbis" — existem formalmente, mas perderam sua função social. Essa lógica se manifesta na falta de rastreamento dos pedófilos no mundo digital, visto a ausência de equipes especializadas para procurar os indivíduos e cuidar de suas vítimas. Contudo, a escassez dessas ações não apenas invibiliza as crianças e os adolescentes, como também ocasiona em doenças mentais nos mesmos — como ansiedade, depressão e crise de pânico.
Além da inoperância do Estado, a invisibilidade social contribui para a pedofilia na internet brasileira. A filósofa Djamila Ribeiro defende que, para atuar em uma situação deve-se, antes de tudo, tirá-la da invisibilidade. Nesse sentido, a falta de visibilidade ocorre pela ausência de vigilância dos responsáveis em prol da proteção das crianças no mundo digital. Por exemplo, a liberdade de horários em que as crianças podem usar os aparelhos digitais. Consequentemente, o silenciamento digital resulta no desenvolvimento de traumas, além de assédios e abusos, causando problemas psicológicos em crianças e adolescentes.
Portanto, é fundamental que o Estado — agente responsável pela proteção e cuidado das crianças e dos adolescentes — atue no combate á pedofilia na internet no Brasil. Para isso, deve criar campanhas sobre o crime da pedofilia, apoio psicológico tanto aos menores de idade, quanto aos pedófilos. Desse modo, as ações ocorreram por meio de investimentos em projetos de melhoria de especialização em rastreamentos, vigilância e tratamentos psicológicos para os abusadores e as vítimas no mundo digital. Assim, a sociedade brasileira deixará de ignorar suas fragilidades para inibir a pedofilia na internet.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros/fragilidades detectados: C1 - vários deslizes gramaticais e lexicais (ex.: invibiliza em vez de inviabiliza; uso de ‘desse modo, as ações ocorreram’ com tempo inadequado; ‘procurar os indivíduos e cuidar de suas vítimas’ por vezes confuso). Sugestão: revisar a norma e adequar tempos: “essas ações não são executadas” / “ocorrerão” e trocar termos inadequados. C2/C3 - argumentos dependentes de citações sem contextualização suficiente; lógica entre ideias pode melhorar com conectores mais claros. C4 - uso de conectivos adequado, mas há variações de tempo que quebram coerência (ex.: “consequentemente” seguido de ação no passado). C5 - proposta de intervenção aparece, com 4 elementos presentes (agente: Estado; ação: campanhas, apoio psicológico, investimentos; meio: recursos e equipes; finalidade: proteção de crianças), porém carece de detalhamento prático (quais campanhas, como medir eficácia, quais profissionais, prazos). Recomendação prática: reescrever o trecho final incluindo: “agente: Ministério X; ação: implementar programa ‘X’; meio: orçamento de Y milhões e formação de Z equipes; finalidade: reduzir incidents em X% em 2 anos”.
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