Diante disso, é urgente refletir sobre como equilibrar os benefícios e os prejuízos do uso do celular no ambiente escolar. A regulamentação do uso desses dispositivos é um passo importante para garantir um ambiente escolar mais saudável e produtivo. O abuso de celulares pode favorecer o desenvolvimento de quadros depressivos e de baixa autoestima, especialmente devido à exposição ao cyberbullying.
No entanto, a proibição não resolve o problema sozinha. A falta de preparo de muitos professores para utilizar as tecnologias de forma pedagógica limita o aproveitamento dos recursos digitais como ferramentas de ensino. Nesse contexto, torna-se essencial o investimento na formação continuada dos educadores, promovendo um uso equilibrado e consciente dos celulares no cotidiano escolar. Como destacou o educador Salman Khan, fundador da plataforma educacional Khan Academy, "a tecnologia sozinha não transforma a educação; o que transforma é o uso pedagógico que se faz dela".
Além disso, a desigualdade no acesso a dispositivos móveis e à internet é um obstáculo que aprofunda as disparidades históricas do sistema educacional brasileiro. Em países como a Estônia, reconhecida pela sua educação digital avançada, o governo garante acesso à tecnologia e formação para todos.
Portanto, para que o uso do celular seja efetivamente benéfico, o poder público, em parceria com as instituições escolares, deve implementar políticas claras e detalhadas. É fundamental que o Ministério da Educação e as Secretarias Estaduais de Educação criem um programa de formação continuada para os professores, com cursos e workshops sobre como integrar os celulares de forma produtiva no ensino. Além disso, as escolas devem estabelecer um protocolo transparente para o uso de celulares, detalhando os horários permitidos e as consequências para o uso indevido. Desse modo, a tecnologia poderá ser uma aliada do aprendizado, contribuindo para uma educação mais equitativa e eficiente, sem comprometer a saúde e a concentração dos estudantes.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Trechos relevantes: boa norma-padrão (redução de erros?), introdução clara, desenvolvimento equilibrado e conclusão bem estruturada. Sugestões rápidas: 1) Competência 1: manter consistência de termos (ex.: “celulares” vs. “dispositivos móveis”) e revisar pontuação de citações. 2) Competência 2/3: manter tese explícita na abertura e reforçar com dados específicos (por exemplo, dados sobre evasão ou resultados de estudos). 3) Competência 4: conectivos já presentes; intensificar progressão lógica entre parágrafos (uso de conectivos de adição/contraste). 4) Competência 5: intervenção bem definida; para detalhar, incluir meio mensurável (ex.: metas trimestrais) e avaliação de impacto. Em prática: reescrever trechos para fluidez e objetividade, e tornar a intervenção mais específica com metas e indicadores.
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Competência 1 – Domínio da Norma-Padrão da Língua Portuguesa: 160
Pontos fortes: uso adequado de vocabulário, concordâncias gerais e estruturas simples; erros existem, mas não impedem a compreensão.
Pontos a melhorar: alguns lapsos de pontuação e repetição de termos; há poucas inconsistências de registro (registro às vezes varia entre formal e comentado), mas não comprometem o entendimento.
Competência 2 – Compreensão do tema proposto e aplicação de conceitos: 160
Pontos fortes: aborda benefícios e desafios do uso de celulares, destaca desigualdade e necessidade de políticas públicas; introduz ideia de formação de professores e exemplos internacionais.
Pontos a melhorar: poderia aprofundar argumentos com dados ou exemplos mais específicos e desenvolver uma linha de raciocínio mais coesa entre introdução, desenvolvimento e conclusão.
Competência 3 – Seleção, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos: 160
Pontos fortes: seleção de argumentos relevantes (aposentação de redes, cyberbullying, formação docente, desigualdade).
Pontos a melhorar: organização em parágrafos mais estruturados (introdução, três a quatro ideias no desenvolvimento, conclusão) e melhor relação entre fatos e propostas.
Competência 4 – Coesão e coerência (conectivos): 160
Pontos fortes: uso de conectivos simples (no entanto, também, além disso) que ajudam na progressão.
Pontos a melhorar: maior variedade de conectivos para estabelecer relação entre ideias; transições mais claras entre pensamento/argumentos.
Competência 5 – Proposta de intervenção (agente, ação, meio, finalidade): 200
Pontos fortes: apresenta ações claras do poder público e das escolas; objetivo de uso produtivo e equidade.
Observação: a proposta contém agentes (Ministério da Educação, Secretarias, escolas), ações (programa de formação, protocolos de uso), meios (cursos, workshops, protocolo de horários) e finalidade (educação mais equitativa e eficiente, saúde e concentração). Está bem articulada, com pelo menos um nível de detalhe.
Total geral sugerido: 800 pontos (em uma escala de 0 a 1000) ou, convertido conforme a grade, 160 a Competência 1,