Em primeiro lugar, o consumo desenfreado, impulsionado pelas microtendências, é evidenciado pelo crescimento do fast fashion. Segundo dados da McKinsey, o setor de moda rápida teve um aumento de 21% nas vendas após o boom do Instagram, refletindo na produção acelerada e, por consequência, no descarte precoce de peças. O desejo de estar sempre em conformidade com o que é tendência, impulsionado por influenciadores digitais e algoritmos, reforça práticas insustentáveis e compromete o meio ambiente.
Além disso, a superficialidade dos padrões culturais disseminados pelas microtendências fragiliza a pluralidade estética e intelectual. Ao comparar épocas anteriores, nota-se que movimentos culturais, como o rock dos anos 1960 ou o tropicalismo brasileiro, eram pautados por profundas transformações sociais. Hoje, as tendências se esgotam em semanas, diluindo referências e tornando o consumo cultural meramente visual e passageiro, como afirma o sociólogo polonês Zygmunt Bauman ao caracterizar a modernidade líquida.
Por fim, a busca incessante por validação virtual torna-se um elemento central na dinâmica das microtendências. O número de curtidas, comentários e seguidores é frequentemente usado como métrica de sucesso pessoal, promovendo ansiedade e dependência emocional. Entretanto, a adoção de um bebê rebourn ou o consumo de um morango do amor não são modismo exclusivos da era instagramável. Já na década de 1990, o bichinho tamagochi tronou-se uma febre, mesmo sem as redes sociais para divulgá-lo.
Diante desses argumentos, pode-se constatar que as microtendências digitais moldam uma sociedade marcada pelo consumo exacerbado, pela perda de profundidade cultural e pela valorização excessiva das aparências. Cabe aos indivíduos e à coletividade refletir sobre os impactos dessas práticas e buscar formas mais conscientes e autênticas de expressão nas redes sociais, resgatando o valor da diversidade e da identidade própria.
-
C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
-
C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
-
C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
-
C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
-
C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora, de forma mediana, pouco consistente, proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.
Principais erros: 1) erros de grafia/ortografia e termos inadequados: “microtebdências instagrmáveis”, “tronou-se”, “bebê rebourn”; 2) incongruências formais e termos trocados: trocar “moder” por “modismos” em alguns trechos, uso de citações sem referência precisa; 3) coerência textual: algumas ideias aparecem de forma abrupta, sem transição (ex.: ligação entre consumo, cultura e validação); 4) intervenção insuficiente: não há proposta de intervenção clara com agente, ação, meio e finalidade. Sugestões de melhoria: revisar o título para “microtendências instagramáveis”; corrigir Tamagotchi e termos; usar conectivos como “além disso”, “por isso”, “consequentemente”; na conclusão, apresentar uma intervenção com: quem (agente), o quê (ação), como (meio) e para quê (finalidade), por ex.: “O Ministério da Educação, em parceria com plataformas digitais, deve incentivar campanhas de alfabetização midiática (ação) por meio de conteúdos educativos (meio) com o objetivo de ampliar a autonomia crítica dos jovens (finalidade).
Para receber uma correção mais robusta e completa, com comentários detalhados, ative o Selo de Apoiador clicando em Desbloquear (acima), ou conquiste o Selo de Prioritário interagindo com outros usuários.
Competência 1 – Domínio da Norma-Padrão: 160
- Erros de grafia/acentuação: “microtebdências” (microtendências), “instagrmáveis” (instagramáveis), “tendências” bem; há problemas menores de pontuação e algumas escolhas lexicais inadequadas (p.ex., “bebê rebourn” não faz sentido, provável erro de digitação). Entre 6 e 12 erros considerados, porém muitos trechos seguem norma padrão. Notei algumas inconsistências que afetam a fluidez e a precisão.
Competência 2 – Compreensão do tema e uso de conhecimentos: 160
- O texto identifica efeitos das microtendências (consumo, superficialidade, validação). Usa dados de McKinsey e referência a Bauman, o que demonstra integração de áreas. Poderia aprofundar mais relação entre modismos digitais e impactos sociais, incluindo limites da argumentação.
Competência 3 – Seleção, organização e interpretação de informações: 160
- Estrutura clara (introdução, desenvolvimento, conclusão); argumentos coerentes com dados citados. Falta contextualização de fontes (citar ano/dados com maior precisão) e maior contraste com possíveis visões contrárias para robustez.
Competência 4 – Coesão e coerência: 160
- Conectivos e progressão lógica presentes, porém há trechos abruptos e citações soltas. Melhorar encadeamento entre ideias com conectivos mais precisos.
Competência 5 – Proposta de intervenção (agente, ação, meio, finalidade): 120
- A intervenção não está explicitamente apresentada com os quatro elementos. Há uma conclusão que sugere reflexão, mas não propõe ações concretas com agente (quem), ação (o que), meio (como) e finalidade (por quê). Faltam detalhes para atender plenamente.
Pontuação final sugerida:
- Competência 1: 160
- Competência 2: 160
- Competência 3: 160
- Competência 4: 160
- Competência 5: 120
Observação final: Se o texto estiver abaixo de 450 caracteres, zeraria tudo, mas aqui está acima desse mínimo.
Comentário amigável: Gostei da leitura