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Por guilherme27
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No livro Cidadania no Brasil: o longo caminho, o historiador José Murilo de Carvalho afirma que a cidadania plena só é possível com o equilíbrio entre direitos civis, políticos e sociais. Contudo, no cenário brasileiro, a persistência da banalização da saúde mental entre jovens no Brasil compromete essa construção, devido à omissão estatal e à limitada atuação social frente à questão.

Sob a ótica do filósofo Hegel, o Estado deve agir como mediador ético da coletividade. Entretanto, quando falha em promover ações eficazes para enfrentar a banalização da saúde mental entre jovens, acaba por contribuir para o agravamento de desigualdades e para a exclusão de parcelas da população que mais sofrem com os efeitos dessa realidade.

Além disso, como destaca Pierre Bourdieu, meios simbólicos — como a mídia e a escola — moldam a percepção coletiva. Desse modo, a negligência dessas instituições em debater a banalização da saúde mental entre jovens impede o desenvolvimento da consciência crítica, o que, por conseguinte, contribui para a perpetuação do problema e sua naturalização social.

Portanto, é urgente que o Governo Federal promova campanhas de conscientização sobre a banalização da saúde mental entre jovens, em parceria com escolas e meios de comunicação, a fim de formar uma população mais crítica. Além disso, cabe ao Legislativo criar políticas públicas que ampliem o combate a banalização da saúde mental entre jovens no país , garantindo maior justiça social e fortalecendo a cidadania no Brasil.
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