Em primeiro lugar, é relevante analisar o caráter histórico da intolerância religiosa. Durante o período escravocrata, por exemplo, as religiões de matriz africana foram marginalizadas e criminalizadas, sendo associadas, de forma preconceituosa, a práticas negativas. Esse estigma, herdado ao longo dos séculos, ainda reverbera no presente, quando templos são depredados e fiéis sofrem agressões físicas e verbais. Assim, enquanto tais resquícios históricos não forem desconstruídos, a liberdade de culto assegurada pela Constituição continuará sendo desrespeitada.
Ademais, a atuação estatal deficiente agrava o problema. Apesar da existência de legislações que punem atos de discriminação, a aplicação delas é limitada, seja pela falta de fiscalização, seja pela ausência de campanhas educativas voltadas à conscientização social. Além disso, a escola, espaço formador de cidadãos críticos, ainda não aborda de maneira efetiva a diversidade religiosa, o que contribui para a perpetuação de preconceitos. Logo, a negligência governamental reforça a manutenção desse quadro de intolerância.
Portanto, medidas são necessárias para combater a intolerância religiosa no Brasil. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve implementar, nas escolas, projetos pedagógicos que abordem a diversidade cultural e religiosa, por meio de palestras, debates e atividades interativas, a fim de promover o respeito mútuo desde a infância. Paralelamente, o Ministério da Justiça precisa ampliar a fiscalização e a efetividade das punições contra crimes de intolerância, por meio de canais de denúncia acessíveis e campanhas de divulgação. Dessa forma, será possível garantir que o direito constitucional à liberdade de crença se concretize plenamente e que o respeito às diferenças religiosas se torne realidade no país.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros/limitações: C1: pequenas falhas de concordância e pontuação (ex.: “Em primeiro lugar, é relevante analisar o caráter histórico…”; melhorar com vírgulas para clareza). Sugestão: reescrever com coesão de período: “É relevante analisar, em primeiro lugar, o caráter histórico da intolerância…”. C3: apoio factual poderia ser mais variado (dados, leis específicas). C4: conectivos existem, mas a progressão pode ficar mais fluida entre parágrafos (usar uma ligação explícita entre ideias). C5: intervenção com 4 elementos presentes, mas detalhar mais metas e prazos pode fortalecer. Ex.: “agente: MEC; ação: implementar…; meio: cartilhas multimeios; finalidade: reduzir ataques a templos até 2026.”
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