Em primeiro lugar, observa-se a omissão da máquina pública diante da problemática. A antropóloga Lilia Schwarcz afirma que o Brasil adota uma “política de eufemismos”, isto é, suaviza questões graves em vez de enfrentá-las com medidas concretas. Tal crítica pode ser associada à postura governamental de tratar a inteligência artificial como símbolo de modernização, mas sem oferecer políticas de capacitação digital aos trabalhadores. Como consequência, amplia-se o desemprego e cresce a insegurança laboral, já que muitos profissionais não conseguem se adaptar às novas exigências do mercado. Nesse sentido, a inoperância estatal não apenas gera exclusão social, como também impede que a tecnologia se converta em instrumento de progresso coletivo.
Além disso, é necessário destacar que a desigualdade socioeconômica intensifica os efeitos desse cenário. O escritor Ariano Suassuna ressalta a existência de uma injustiça secular que divide o Brasil em privilegiados e desfavorecidos. Esse pensamento reflete-se claramente no campo digital: enquanto a parcela mais rica da população usufrui de escolas bem equipadas e conectividade adequada, os menos favorecidos enfrentam carência de recursos e instituições precárias. Como resultado, a automação tende a ampliar a concentração de renda, visto que apenas uma minoria estará apta a ocupar os novos postos de trabalho criados. Desse modo, evidencia-se que a desigualdade social funciona como obstáculo adicional, somando-se à omissão governamental na consolidação de um mercado de trabalho inclusivo.
Portanto, é urgente enfrentar os desafios impostos pela inteligência artificial ao mercado de trabalho brasileiro. Para isso, o governo federal, na condição de agente responsável por elaborar políticas públicas nacionais, deve implementar programas de capacitação tecnológica gratuitos, em parceria com universidades e empresas do setor digital, a fim de preparar trabalhadores para as novas demandas profissionais. Ademais, cabe ao Ministério da Educação inserir, nas escolas públicas, disciplinas voltadas às competências digitais, mediante atualização da Base Nacional Comum Curricular. O objetivo é reduzir a disparidade entre ricos e pobres no acesso ao conhecimento tecnológico. Com tais medidas, será possível fazer com que o legado da Terceira Revolução Industrial represente o progresso coletivo, e não a exclusão.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Comp1: sem erros graves; apenas ajuste de estilo/aspas em citações e revisão pontual para fluidez. Comp2: estrutura dissertativa clara (introdução, desenvolvimento, conclusão) e contextualização do tema. Comp3: uso de fontes relevantes (Schwarzcz, Suassuna) para sustentar argumentos; fortalecer com dados atuais. Comp4: conectivos bem usados; variedade adicional pode enriquecer a progressão de ideias. Comp5: intervenção com agente, ação, meio e finalidade presentes; sugere-se detalhar metas quantificáveis (ex.: capacitar 500 trabalhadores até 2026) para maior especificidade.
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