Em princípio, cabe analisar a lacuna da BNCC como preponderante na redução do hábito de leitura. Isso porque a forma como essa prática é abordada em instituições escolares, em ênfase nas públicas, limita a percepção dos estudantes sobre o hábito, reduzindo-se apenas a uma obrigatoriedade escolar. Segundo Rousseau, "O homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado", o que evidencia que a liberdade natural é restrita, uma vez que as técnicas de aprendizagem impostas pela BNCC manipulam a idealização dos jovens sobre a leitura. Em consequência, tornam-se analfabetos funcionais — indivíduos sem capacidade de exercer senso crítico e suscetíveis à manipulação externa.
Ademais, a insuficiência de investimentos na educação mantém os entraves ao aumento das taxas de leitura, resultado direto dos cortes orçamentários realizados na última década, o que dificulta o financiamento de bibliotecas públicas e a compra de livros.Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” Entretanto, como os recursos públicos são insuficientes, muitos estudantes são privados do acesso a essa cultura, prejudicando não só o desenvolvimento individual, mas também o social, e reproduzindo assim estruturas históricas de marginalização
Diante disso, o Ministério da Educação, em parceria com as Secretarias Estaduais de Ensino, deve ampliar investimentos em programas de incentivo à leitura — por meio da distribuição de livros atualizados, capacitação de professores e criação de bibliotecas digitais acessíveis — a fim de estimular o interesse dos estudantes e reduzir os índices de analfabetismo funcional. Paralelamente, os meios de comunicação, em colaboração com campanhas governamentais, precisam promover a valorização da leitura em âmbito nacional, através de propagandas educativas em rádio, televisão e internet, com o intuito de desconstruir mentalidades que desvalorizam o hábito e consolidar a leitura como prática cultural essencial.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma-padrão (comp.1): uso inadequado de expressão (faz-se análise -> faria-se uma análise), pequenas ambiguidades como (para conter esse dilema), conectores repetidos/sem encaixe perfeito em alguns trechos e escolhas vocabulares que fragilizam a clareza. Sugestões: 1) substitua por: “Faz-se uma análise dos fatores que favorecem esse cenário.” 2) Evite repetições: em princípio, inicialmente; 3) prefira: “Essa realidade persiste” em vez de misturar citações sem contextualizar. Proposta de intervenção (comp.5) já atende aos 4 elementos; detalhe: especificar como serão avaliados os impactos (indicadores de leitura, metas anuais) e quem monitorará (órgãos de educação) para maior robustez. Conectivos (comp.4): use sequências mais claras: “Além disso”, “Por conseguinte”, “Assim,” para garantir progressão lógica. Exemplos de melhoria: manter a linha argumentativa com coesão explícita entre parágrafo introdutório, desenvolvimento e conclusão; clarificar cada ideia e evitar generalizações sem dados.
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