Em primeira análise, convém ressaltar que a educação financeira, assim como qualquer forma de instrução, desempenha um papel fundamental na formação do indivíduo em sociedade, contribuindo para a garantia de estabilidade, especialmente nos aspectos alimentar e habitacional. Isso se torna ainda mais relevante considerando que esse indivíduo será um agente ativo dentro da economia capitalista, além do que, todo tipo de recurso de sua vida deverá ser pago, seja alimentação, medicamentos, moradia, transporte, entre outros. A esse respeito, o economista Amartya Sen descreve que o desenvolvimento verdadeiro ocorre quando os indivíduos têm liberdade para tomar decisões conscientes sobre suas vidas. A educação financeira, nesse contexto, é essencial para garantir autonomia econômica e segurança básica. Assim, o domínio do dinheiro e da educação financeira torna-se vital, especialmente quando se considera que a falta de recursos e o mau uso de pequenas quantias podem levar a consequências graves, como a fome e o desabrigo, principalmente entre as camadas mais vulneráveis da população.
Ademais, apesar de sua importância, a desigualdade no acesso à educação financeira, é uma barreira que impede que toda a sociedade brasileira possua consciência de como usar o seu dinheiro. Isso decorre da manipulação social programada de uma nação que foi educada para ser explorada, assim como o ocorrido por Carolina Maria de Jesus, autora da obra biográfica “Quarto de despejo”, que, após a venda de seus livros, não recebeu o dinheiro que merecia pelas vendas, pois não possuía a educação financeira necessária, de modo a reforçar as desigualdades expostas no livro, sofridas pelas classes mais desvalorizadas dentro do sistema capitalista. Não distante dessa situação, há grande parcela da sociedade que vive em condições de elevado descaso governamental: sem infraestrutura, sem acesso à educação básica, alimentação de qualidade e poder monetário. A partir disso, cabe inferir, que a educação financeira é um privilégio social alcançado apenas por aqueles que possuem capital o bastante para escolher e aprender o que fazer com ele, e as classes menos favorecidas são ensinadas, estrategicamente pela elite, à aceitar que estão em local desprivilegiado e que não têm direito de aprender a administrar seu dinheiro, resultando em dívidas excessivas e nomes sujos. Por esse viés, enquanto for socialmente aceito a naturalização de injustiças como as citadas, o Brasil viverá constante analfabetismo financeiro, desigualdade monetária e endividamento em larga escala.
Portanto, faz-se necessário, a partir do conhecimento da relevância da educação financeira, erradicar com os empecilhos que não permitem a efetivação do conhecimento monetário por todos os cidadãos de maneira igual. A partir disso, cabe ao ministério da educação - órgão público responsável por garantir educação de qualidade em todos os níveis - oferecer assistência financeira a famílias de classes baixas, além de mobilizar e instaurar a educação financeira no máximo de instituições de ensino possíveis, por meio de bolsas integrais ou parciais para material escolar, transporte e alimentação, e a aplicação da matéria na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a fim de garantir presença desde o ensino fundamental até o médio e alcance no maior número de jovens possível. Dessa forma será possível caminhar para um Brasil em que a economia popular seja organizada e consciente.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros/deficiências: Gramática e pontuação presentes, com excesso de períodos longos; trecho “monetário”/“educação monetária” soa redundante (Comp.1). Falta de clareza em algumas ideias e transição entre parágrafos (Comp.4). Desenvolvimento reliance excessivo em referências externas sem contextualização adequada (Comp.2/3). Proposta de intervenção aparece, mas poderia detalhar agentes, ações e meios com metas mensuráveis (Comp.5). Melhorias: reescrever trechos com conectivos claros: “Em síntese, ...”, “Por fim, ...”; especificar ações governamentais com prazos e indicadores, ex.: bolsas integrais até o ensino médio, metas de cobertura BNCC e avaliação anual.
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