Em primeiro plano, cabe ressaltar que a intolerância religiosa está ligada a processos históricos de marginalização. Segundo o historiador Roger Bastide, as religiões de matriz africana foram associadas a práticas negativas durante o período colonial, o que contribuiu para sua estigmatização. Sob essa lógica, há como consequência a reprodução de preconceitos até hoje, resultando em agressões físicas, verbais e simbólicas contra seus praticantes. Por conseguinte, o quadro apresentado precisa ser alterado por meio da valorização da diversidade cultural e do fortalecimento das identidades religiosas marginalizadas.
Ademais, é importante salientar o papel da educação no combate a esse problema. De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos, o número de denúncias de intolerância religiosa cresce a cada ano, revelando a falta de conscientização da população sobre o respeito às diferentes crenças. Sob esse viés, tem-se como consequência a violação da liberdade individual, uma vez que cidadãos deixam de praticar sua fé por medo de discriminação. Tal consequência ocorre devido à ausência de políticas públicas eficazes no ambiente escolar. Assim sendo, torna-se imprescindível investir em estratégias que promovam a tolerância e a empatia desde a infância.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar essa problemática. Logo, o Ministério da Educação deve promover palestras nas escolas a fim de conscientizar os discentes sobre a importância do respeito às diferentes religiões, por meio do acompanhamento de psicólogos e pedagogos que organizem rodas de diálogo, atividades de valorização da diversidade cultural e mediação de conflitos relacionados ao preconceito. Dessa forma, a sociedade terá adolescentes mais tolerantes e preparados para conviver harmoniosamente em um Brasil plural, respeitoso e inclusivo no que tange à diversidade religiosa.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma-padrão (Ex.: “no que tange à diversidade religiosa”/“no combate a esse problema”) podem ser ajustados para “no que diz respeito à diversidade religiosa” e “no combate a esse problema”. Conexões variam bem, mas há lugares com construção mais fluida (ex.: “Sob essa lógica, há como consequência” pode soar forçado). Sugestão: padronizar voz, evitar repetições, revisar crase e preposições. Proposta de intervenção bem detalhada: manter sujeito (Ministério da Educação) + ação, meio e finalidade; poderia especificar metas mensuráveis (ex.: reduzir denúncias em X% em Y anos) e incluir medidas de implementação para garantir eficácia.
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