Primeiramente, é importante perceber que a persistência de agressões contra mulheres é resultado da centralização da figura masculina em diferentes áreas da vida. Isso acontece porque, desde a Grécia Antiga, a sociedade ateniense era estruturada de forma patriarcal, sendo a mulher vista como incapaz de autonomia e submetida a tutela do homem. De forma semelhante, no Brasil, essa hierarquia de gênero se perpetua desde a antiguidade à medida em que o homem é visto como detentor do poder e da influência. Dessa forma, tal noção de inferioridade feminina se difunde em violências físicas, morais e psicológicas, o que gera perda da integridade da mulher e alienação em relação a seu papel na sociedade.
Em paralelo, a continuidade da violência contra mulheres é resultado direto da banalização da violência na sociedade. Nesse sentido, ao discorrer sobre a banalidade do mal, Hanna Arendt mostra como atitudes violentas se tornam comuns quando não questionadas. De forma análoga, percebe-se como a normalização da violência é acentuada na medida em que o distanciamento social crítico perante as agressões contra mulheres gera o conformismo das mesmas diante da perda de sua integridade. Assim, é evidente como a falta de consciência crítica da sociedade resulta na relativização da violência e contribui para sua persistência.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para solucionar esse problema. Para tanto, o Ministério dos Direitos Humanos, por meio de leis específicas, deve criar políticas públicas de proteção à mulheres, bem como fornecer apoios, médicos e psicológicos, para vítimas de agressões, a fim de que essas cidadãs possam ter sua integridade segura e gozem de seus direitos fundamentais como membros da sociedade.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 40% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. Seu texto apresenta estrutura sintática com certa organização, porém com muitos desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual, que comprometem a compreensão das ideias.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: gramática e concordância (ex.: 'às mulheres', 'à medida em que'), coerência em alguns trechos longos, e uso de termos (como 'patriarcalismo' e 'baixar a distância') com linguagem repetitiva. Correções: usar crase corretamente e concordância verbal (ex.: 'às mulheres', 'à medida em que'); dividir ideias para melhorar a clareza; manter foco na defesa do argumento com conectivos adequados (portanto, além disso, em contrapartida). Proposta de intervenção mais detalhada: mencionar ação, meio, finalidade, por exemplo: agentes (MINDS), ação (criar políticas de proteção), meio (lei específica, serviços de atendimento), finalidade (reduzir violência contra mulheres).
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