Diante desse cenário, as disparidades socioeconômicas configuram um dos principais fatores que alimentam a exclusão digital no Brasil. Isso porque indivíduos de baixa renda, residentes em áreas rurais ou periferias urbanas e com menor escolaridade frequentemente enfrentam dificuldades para acessar dispositivos tecnológicos e serviços de internet, em decorrência da insuficiente infraestrutura e dos altos custos desses recursos. Sob essa ótica, o livro Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, retrata a realidade das comunidades vulneráveis, que são excluídas não apenas do consumo material, mas também do acesso às ferramentas digitais essenciais para o pleno exercício da cidadania na contemporaneidade. Como consequência, essa exclusão limita o acesso à educação, ao mercado de trabalho e aos serviços públicos digitais, agravando as desigualdades já existentes e dificultando a inclusão efetiva desses grupos na sociedade conectada. Dessa forma, combater essas disparidades estruturais torna-se condição imprescindível para promover a inclusão digital e garantir a justiça social.
Além disso, é importante destacar o analfabetismo digital como outro fator que contribui para a exclusão tecnológica, especialmente entre idosos e pessoas com baixa escolaridade. Nesse sentido, fundamenta-se a perspectiva do filósofo francês Pierre Lévy, o qual afirma que toda nova tecnologia cria seus próprios excluídos. Seguindo essa lógica, nota-se que, no contexto digital, os excluídos são aqueles que não sabem utilizar ferramentas básicas, como aplicativos bancários, plataformas de ensino ou sites de serviços públicos. Tal dificuldade decorre, em grande parte, da ausência de políticas públicas voltadas à formação digital de grupos vulneráveis, além da lacuna educacional acumulada ao longo das décadas. No Brasil, essa realidade é evidente: de acordo com a Pnad Contínua (2023), cerca de 20% da população que não acessa a internet afirma não saber utilizá-la. Esse dado revela não apenas uma lacuna de acesso, mas também uma barreira cognitiva que mantém milhões de brasileiros à margem das transformações digitais, agravando sua vulnerabilidade social, dificultando sua inclusão no mercado de trabalho e comprometendo o pleno exercício da cidadania digital.
Portanto, é fundamental que o Estado implemente políticas públicas abrangentes para combater a exclusão digital no Brasil. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, como órgão responsável pelo desenvolvimento tecnológico do país, deve promover a ampliação do acesso à internet, por meio da expansão da infraestrutura e redução dos custos dos serviços, além de fomentar a doação de equipamentos digitais para comunidades vulneráveis. Paralelamente, é imprescindível investir em programas de letramento digital direcionados a idosos e pessoas de baixa renda, garantindo não apenas o acesso, mas também a capacitação necessária para o uso efetivo das tecnologias. Essas ações combinadas visam assegurar a inclusão digital plena e, consequentemente, possibilitar o exercício efetivo da cidadania na sociedade contemporânea.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: 1) Norma padrão (comp.1): uso incorreto de espaçamento em “comunicação(TICs)”; redundância de “Dessa forma”; pequenas falhas de pontuação e concordância (ex.: “visto que milhões” pode soar repetitivo). Sugestão: inserir espaço antes dos parênteses: “comunicação (TICs)” e revisar conectivos para evitar repetições. 2) Construção de ideias (comp.2/3): há bom desenvolvimento, use ligações mais claras entre parágrafos para manter a progressão. 3) Coesão/Coerência (comp.4): variar conectivos (além de “Dessa forma”, usar afinal, ademais, assim, portanto). 4) Intervenção (comp.5): proposta com agente (Estado/Ministério), ação (ampliação de infraestrutura, doação de equipamentos, letramento digital), meio (políticas públicas, programas) e finalidade (inclusão digital/cidadania). Amplie detalhes: metas, prazo, responsáveis e avaliação de impactos (ex.: meta de cobertura de internet rural em 2–3 anos; orçamento anual).
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