Sob esse cenário, as falhas educacionais são desafios significativos para o enfrentamento da ignorância e do desconhecimento relacionados à pluralidade africana, á medida que as escolas deixam de encercear projetos e modelos didáticos que visem a conscientização e o pleno entendimento sobre a herança africana no país. Neste viés, segundo Paulo Freire, filósofo brasileiro, a educação é uma ferramenta essencial para a sociedade, conforme o que discursa: " Se a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." Dessa forma, é crucial a tomada de medidas no parâmetro educacional, para que a população de descendência africana seja devidamente valorizada.
Outrossim, a omissão estatal relacionada à ineficiência na jurisdição e promoção de políticas públicas voltadas à valorização da herança africana, não só a fragiliza, mas também inibe o enriquecimento cultural e educacional no país, na medida em que permite o desprezo e o desrespeito com as religiões de matrizes africanas e a desassistência em áreas quilombolas, por exemplo. Com base nisso, uma mudança urgente e pragmática deve ser realizada a fim de desconstruir essa conjuntura.
Infere-se, portanto, que as políticas públicas ineficazes e as falhas educacionais configuram-se como os dois principais desafios para a valorização da herança africana no Brasil. Nessa ótica, o Governo Federal - órgão máximo responsável pela ordem social - deve ampliar as políticas públicas existentes, tornando-as mais eficazes; e deve corrigir as falhas educacionais, por meio da Mídia - grande divulgadora de informações - e da Escola, por intermédio de uma aliança com o Governo Estadual e o Governo Municipal, com a finalidade de aumentar a proteção, as oportunidades e a representatividade das pessoas pretas. Logo, o país possuirá uma estrutura melhor para "dialogar" com a herança da África, longe da padronização impositiva ocorrida durante a regência da Coroa Portuguesa no Brasil, entre os séculos XV e XIX.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 40% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio insuficiente da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com muitos desvios gramaticais, de escolha de registro e de convenções da escrita. Seu texto apresenta estrutura sintática com certa organização, porém com muitos desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual, que comprometem a compreensão das ideias.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: (1) Gramática/ortografia ao longo do texto, p. ex.: “cerca de milhares” (corrigir para “cerca de mil” ou “milhares”), “sem sejam levados” (corrigir para “sem que sejam levados”), “à medida” (reduzir erro de crase), “encercear” (erro de vocabulário/ neologismo). (2) Concordância e precisão terminológica: “nacionalidade africana” e “pluralidade étnica” exigem ajuste para plural/especificidade; “Outrossim” e o uso de termos como “debelados” soam inadequados. (3) Coesão/estratégia discursiva: introdução pouco eficaz e transições fracas entre as ideias; melhorar com conectivos e uma tese clara. (4) Proposta de intervenção: já apresenta agente, ação, meio e finalidade, mas pode detalhar ações concretas (ex.: metas, prazos, levantamento de dados, fontes de financiamento) para tornar mais robusta. Sugestões: reescrever trechos problemáticos, por exemplo: “Durante a colonização, milhares de africanos foram trazidos ao Brasil...”; “à medida que a educação inclua projetos sobre herança africana, com avaliação periódica.” Proposta de intervenção mais detalhada: “agente: Governo Federal; ação: implementar um programa nacional de valorização da herança africana; meio: parceria com escolas, mídia pública e redes de quilombolas; finalidade: ampliar representatividade, reduzir preconceitos e garantir recursos para educação museal e digital sobre África.”
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