Diante desse cenário, é visível que a manutenção de raízes desiguais é o maior causador da persistente violência contra o povo feminino. Isso ocorre, pois, segundo o sociólogo Boaventura de S. Santos , há no Brasil uma espécie de "colonialismo insidioso", isto é, uma forma de dominação perversa que diz que se disfarça em meio a conquistas sociais, mas mantém a sociedade explorada e alienada. Nesse sentido,o Brasil ainda é um país patriarcal, ou seja, um local que a figura masculina exerce mais poder e influência, onde se nota o discurso que "a mulher é inferior ao homem" para justificar atos violentos sofridos pelas mulheres. Percebe-se esse fato nos milhares casos de feminicídio e ataques físicos registrado todos os anos. Dessa forma, consolida-se uma estrutura social desigual e colonial que beneficia o homem em detrimento da mulher.
Além disso, a naturalização da indiferença é o maior impacto gerado pela problemática em pauta. Tal questão acontece porque, consoante o economista Celso Furtado, o processo de subdesenvolvimento criou uma nação que aceita as desigualdades e as injustiças como normais, baseado na ideia que "todo lugar tem isso". Nessa perspectiva, o brasileiro nota a vizinha violentada, o marido que bate esposa e ações agressivas diárias, entretanto julgam como natural e que não são atos perversos. Assim, as vítimas não recebem justiça e são constantemente invisibilizadas e afetadas por padrões violentos.
Portanto, é urgente que medidas sejam tomadas para resolver os problemas supracitados. Para isso, é fundamental que o Poder Executivo Federal - mais especificamente o Ministério do Desenvolvimento Social -, órgão responsável por estruturar as questões sociais no Brasil, crie o Projeto Nacional "Perversidade Basta". Tal iniciativa será realizada por meio da divulgação em jornais e mídias socialmente engajadas sobre as consequências da violência diária sofridas pelas mulheres para mostrar que essas ações não são normais e que precisa ser revertidas. Isso acontecerá a fim de construir um país menos violento e desenvolvido para o público feminino e a todos.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros: (C1) vários problemas de concordância/pontuação e termos inadequados: “continua população violenta”; “milhares casos” → “milhares de casos”; “Nesse sentido,o Brasil”; “ações agressivas diárias” → “ações agressivas diárias”; entre outros. Sugestão: revisar a norma padrão, corrigir vírgulas antes de “o Brasil/que” e concordâncias. (C2/C3) argumento claro, uso de fontes literárias parece forçado; manter foco no tema com dados atuais. (C4) conectivos ok, reforçar transição entre ideias. (C5) intervenção detalhada com agente, ação, meio e finalidade já presente; refine para maior clareza administrativa: “Poder Executivo Federal, Ministério da Mulher, da Igualdade Ratriz e Direitos Humanos” etc., e metas mensuráveis.
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