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Por atlasi
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No contexto da colonização, onde os portugueses catequizaram os nativos através da força, pois acreditavam que eles precisavam ser “salvos”, consolidou-se, dessa maneira, a intolerância religiosa em nosso país. A falta de respeito e de aceitação de outras religiões é algo desrespeitoso e precisa ser combatida com estratégias.

Seguindo tal lógica, muito do que vemos hoje é culpa do Estado, pois o mesmo criou uma estrutura intolerante a outras religiões que são minorias. Como exemplo, o período do Estado Novo (1937–1945), quando a umbanda e outras religiões afro-brasileiras foram perseguidas e classificadas como “atitudes atentatórias e perigosas para a ordem pública”. Mesmo após séculos de evolução como povo, ainda resistimos a um forte processo de colonialidade.

Ademais, a perseguição religiosa sempre esteve presente em cada ponto de nossa história. Isso cria barreiras políticas, sociais e culturais, impedindo um crescimento harmonioso dentro da pátria. De acordo com o jornal Veja, a mãe Carmem de Oxum foi recebida por bandidos armados e obrigada a destruir seu próprio terreiro em Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Se não houver uma intervenção política que trabalhe em diferentes setores da sociedade, sempre teremos casos assim, ou até piores. Isso é algo que passa de geração para geração, como o racismo.

Portanto, não devemos aceitar a falta de consciência e de humanismo do Estado, nem tampouco permitir a violência e a ignorância de certas pessoas. O governo federal deve criar leis mais rígidas e, através do Ministério da Educação, inserir no currículo pedagógico aulas de ensino religioso, do jardim de infância ao ensino médio, realizar palestras e workshops nas escolas, a fim de quebrar todo esse preconceito que julgamos sem saber, mas que já está enraizado em nosso subconsciente. O Ministério da Educação deve fazer provas a cada três meses sobre determinadas religiões, não só para testar o nível de conhecimento, mas também para avaliar como está sendo absorvido em sala de aula.
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    Principais erros e sugestões de correção

    Competência 1 (erros de norma e estilo)
    - Trecho: “pois o mesmo criou uma estrutura intolerante…”
    Problema: uso coloquial/pleonástico de “o mesmo”.
    Correção: “pois criou o Estado uma estrutura intolerante…” ou melhor: “pois o Estado criou uma estrutura intolerante…”

    - Trecho: “A falta de respeito e de aceitação de outras religiões é algo desrespeitoso…”
    Problema: tautologia (“falta de respeito” / “desrespeitoso”).
    Correção: “A ausência de respeito e aceitação em relação a outras religiões precisa ser combatida.”

    - Trecho longo e pouco pontuado: “O governo federal deve criar leis mais rígidas e, através do Ministério da Educação, inserir no currículo pedagógico aulas de ensino religioso, do jardim de infância ao ensino médio, realizar palestras e workshops nas escolas, a fim de quebrar todo esse preconceito...”
    Problema: período excessivamente longo e má coordenação verbal.
    Correção: dividir e coordenar: “O governo federal deve criar leis mais rígidas. Por meio do Ministério da Educação, deve inserir no currículo aulas de ensino religioso do jardim de infância ao ensino médio e promover palestras e workshops nas escolas, a fim de combater o preconceito.”

    Competência 2 (desenvolvimento do tema)
    - Trecho: “Seguindo tal lógica, muito do que vemos hoje é culpa do Estado…”
    Problema: generalização sem nuance; falta articulação com conceitos interdisciplinares (direito, sociologia, história) além do breve exemplo histórico.
    Melhoria: contextualizar: “Embora o processo colonial e ações estatais tenham contribuído para a intolerância religiosa, essa realidade também se sustenta em práticas sociais e preconceitos culturais; é preciso articular políticas públicas e educação para enfrentar o problema.”

    - Falta de aprofundamento histórico-conceitual: citar apenas o Estado Novo é válido, mas há espaço para mencionar a Constituição de 1988 (liberdade religiosa, art. 5º) e legislação sobre liberdade religiosa/combate à discriminação.
    Sugestão: inserir referência a dispositivos legais ou pesquisas estatísticas para enriquecer o argumento.

    Competência 3 (arguição e seleção de informações)
    - Trecho: “De acordo com o jornal Veja, a mãe Carmem de Oxum foi recebida por bandidos armados…”
    Problema: uso isolado de notícia sem explicitar confiabilidade, contexto ou dados que mostrem padrão; argumento baseado em um exemplo singular.
    Melhoria: apoiar-se em dados (ocorrências registradas, pesquisas sobre intolerância religiosa, relatórios de órgãos de direitos humanos) e usar o exemplo como ilustração, não única prova.

    - Trecho: “Isso é algo que passa de geração para geração, como o racismo.”
    Problema: afirmação pertinente, mas pouco desenvolvida; faltam mecanismos explicativos (transmissão cultural, racismo religioso, estigmatização).
    Melhoria: explicar como a reprodução ocorre (familiares, mídias, ausência de ensino crítico) e relacionar com políticas públicas.

    Competência 4 (coesão e coerência)
    - Trecho: transição entre parágrafos 1→2 (“Seguindo tal lógica…”) e 2→3 (“Ademais…”)
    Problema: conectivos existem, mas há repetição e alguma mecanicidade; sequência argumentativa poderia ser mais clara (causa → efeitos → exemplos → proposta).
    Sugestão: usar conectivos que sinalizem relação específica: por exemplo, “por consequência”, “além disso”, “como ilustração”, “portanto” para articular melhor causa/efeito e exemplificação.

    - Trecho: lista de medidas sem hierarquia (“inserir… realizar palestras… a fim de…”)
    Problema: falta de organização lógica entre medidas (prioridade, prazos, responsáveis).
    Melhoria: ordenar as ações por etapa: legislação, formação de professores, material didático, ações escolares, avaliação.

    Competência 5 (proposta de intervenção)
    - Pontos positivos: presença de agente (governo federal; Ministério da Educação), ações (criar leis, inserir ensino religioso, palestras, workshops), meio (currículo, escolas) e finalidade (“quebrar todo esse preconceito”). Alguns elementos têm detalhe (amplitude: do jardim de infância ao ensino médio; provas trimestrais).
    - Problema/prudência: a proposta de “fazer provas a cada três meses sobre determinadas religiões” é controversa e pode ferir a laicidade da educação ou caracterizar imposição; além disso, não explicita como garantir pluralidade, neutralidade e direitos humanos.
    Melhoria: reformular a intervenção com elementos concretos e respeitosos dos direitos humanos, por exemplo:
    - Agentes: Governo federal, Ministérios da Educação e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; secretarias estaduais e municipais; escolas; organizações da sociedade civil (terreiros, igrejas, centros de pesquisa).
    - Ações: elaborar currículo interdisciplinar sobre diversidade religiosa; formar e capacitar professores; criar materiais didáticos e projetos interativos; campanhas públicas de combate à intolerância; registro e investigação de crimes de intolerância religiosa.
    - Meios: programas de formação continuada, financiamento federal para projetos escolares, parcerias com universidades e movimentos religiosos, avaliações diagnósticas (não coercitivas) e monitoramento por indicadores.
    - Finalidade: reduzir episódios de violência e discriminação, promover convivência e respeito à diversidade, assegurar liberdade religiosa.
    Exemplo de reescrita final proposta (sintética): “O governo federal, por meio do Ministério da Educação e em parceria com secretarias estaduais, deve incluir no currículo nacional conteúdos sobre diversidade religiosa, capacitar docentes, financiar projetos escolares e promover campanhas públicas, além de instituir indicadores para monitorar a redução da intolerância; essas medidas visam formar cidadãos críticos e assegurar o respeito à liberdade religiosa.”

    Observação final: O texto cumpre a estrutura dissertativo-argumentativa e apresenta proposta de intervenção com elementos importantes, mas pode evoluir com maior precisão conceitual, uso de fontes/estatísticas e ajustes de estilo e coerência. Ajustar a proposta final para respeitar a laicidade e direitos humanos melhora a qualidade e a exequibilidade das medidas.

  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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