Em primeiro lugar, destaca-se a falta de informação como um agente impulsionador da questão. Nesse sentido, o filósofo Michel Montaigne defende a tese de que o preconceito é fruto dos hábitos e costumes sociais, e que as pessoas têm o vício em enxergar uma situação distinta da sua como algo anormal. Ao se relacionar essa ideia com os estigmas associados aos portadores de deficiência, nota-se que a maneira preconceituosa de agir com esses cidadãos está impregnada no vocabulário brasileiro — é comum ouvir alguém dizer que “deu uma de João-sem-braço” para se referir a uma situação em que precisou fingir não saber de algo para se livrar de um acontecimento. Ou seja, mesmo sem perceber, não é raro usar expressões com termos ofensivos — ação que perpetua o pensamento de que portar uma deficiência torna uma pessoa inferior em relação a quem não tem.
Como consequência de uma cultura capacitista, tem-se a exclusão social. Sob essa perspectiva, o pensador Pitágoras afirma ser necessário educar as crianças para não ter de punir os homens. No contexto do preconceito com os deficientes, observa-se que essa punição é viver em uma sociedade em que há disparidade no tratamento dos indivíduos entre si apenas por certa condição — e que o portador não escolheu apresentá-la. Assim, a invisibilidade da pauta por parte da população, a qual deveria ensinar os mais novos que ser diferente não é algo ruim e não significa ser incapaz, ocasiona o apagamento da dor dos que são feitos de chacota em uma roda de amigos ou não são tratados da mesma forma de quem não possui uma deficiência dentro de um ambiente de trabalho ou em um espaço público. É nítida, portanto, a importância de se atentar às pequenas atitudes do cotidiano.
À luz disso, cabe à mídia — notável veículo de comunicação — promover a disseminação do assunto no país. Tal ação pode ocorrer via reportagens que mostrem como o capacitismo acontece no Brasil e maneiras de combatê-lo, além da produção de filmes e séries que abordem o tema, como o filme “Extraordinário”, a fim de gerar uma reflexão social e diminuir esse preconceito no território nacional.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros: C1: excesso de termos pejorativos sem concordância e alguns incisos mal estruturados (ex.: “deu uma de João-sem-braço”). Sugestão: revisitar a norma, trocar por termos neutros e revisar pontuação. C2/C3: argumentos dependem de referências controversas (Pitágoras) e citações sem contextualização; evitar citações sem relação direta ao tema. Sugestão: explicar a relação entre ideias e manter foco no capacitismo. C4: conectores presentes, mas pouca progressão entre parágrafos; reforce ligações (além de “em primeiro lugar”, use “além disso”, “por outro lado”). C5: intervenção adequada: agente, ação, meio e finalidade aparecem, mas poderia detalhar mais (quem implementa, onde, prazos, indicadores). Sugestões: ampliar a intervenção com metas mensuráveis e público-alvo específico (educação escolar, ambientes de trabalho) e prazos. Ex.: “Agente: Ministério da Educação; Ação: implementar programas nas escolas; Meio: oficinas e materiais acessíveis; Finalidade: reduzir preconceito até 2030.”
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