Primordialmente, é importante destacar a insuficiência da ação estatal em relação a transtornos psicológicos. Sob essa perspectiva, o filósofo Nicolau Maquiavel argumenta que o principal objetivo do governante é a manutenção do poder, relegando a segundo plano a busca pelo bem comum. Nesse prisma, observa-se um descaso por parte do governo, com escassos investimentos em psicólogos em escolas públicas, uma vez que políticas voltadas a essa questão não oferecem significativo retorno eleitoral aos políticos. Isso ocorre porque grande parte da população não enxerga doenças psicológicas causadas por estigmas como uma prioridade e, por isso, não apoia governantes que proponham uma melhor infraestrutura nas escolas publica. Como resultado, o estigma e uma das principais causas de doenças mentais e suicídios.
Ademais, a omissão social diante de transtornos mentais contribui significativamente para sua perpetuação. Nesse âmbito, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria da “Banalidade do Mal”, sustenta que a sociedade se cala perante determinados problemas sociais, o que acaba por naturalizar situações problemáticas. Sob esse viés, é notória a incidência do pensamento de Arendt na situação das doenças mentais, já que a maioria da sociedade enxerga indivíduos com problemas mentais por conta do estigma como algo banal e de baixa relevância, sendo escassas as discussões acerca desse tema no cotidiano. Com isso, há a normalização de problemas psicológicos e pouca pressão da sociedade no governo para mudança desse paradigma, contribuindo para a persistência do imbróglio.
Portanto, cabe ao Estado — detentor de recursos para a transformação social — promover campanhas de conscientização popular, como "A VOZ DA MENTE", por meio de oficinas educativas e comerciais televisivos, a fim de mitigar os impactos dos problemas mentais relacionados aos estigma. Além disso, a mídia deve ampliar a divulgação sobre essa temática para pressionar o Governo a superar a inércia diante do problema. Assim, o Brasil poderá finalmente trilhar o caminho para se tornar o "país do futuro" idealizado por Zweig.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação previsível e apresenta domínio mediano do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Com essa pontuação, ou o tema da redação é desenvolvido adequadamente, porém de forma previsível, com pouco avanço em relação ao senso comum ou, embora o texto demonstre domínio adequado do tipo textual exigido, a progressão textual apresenta algum problema.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, mas limitados aos argumentos dos textos motivadores e pouco organizados, ou seja, os argumentos estão pouco articulados, além de relacionados de forma pouco consistente ao ponto de vista defendido.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros de norma (ex.: “sendo às doenças mentais” -> “sendo as doenças mentais”; “não oferece significativo retorno” → “não oferece retorno significativo”; “escolas publica” → “escolas públicas”). Sugestão: ajustar concordância e regência; evitar afirmações históricas imprecisas (Maquiavel/Arendt como bases diretas sem contextualização). Melhorar coesão com conectivos mais variados. Proposta de intervenção: detalhar agente (ministério/secretarias), ação (programa de saúde mental escolar), meios (contratação de psicólogos, capacitação), finalidade (redução do estigma e melhoria do aprendizado). Ex.: “O Ministério da Educação, em parceria com a SES/SAÚDE, implementa o Programa Pensa, oferecendo psicólogos nas escolas públicas, campanhas de conscientização e avaliação periódica, com metas de redução de preconceitos em 2 anos.”
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