Diante desse cenário, é pertinente discutir a relação entre a defasagem do sistema educacional e o preconceito linguístico presente no Brasil. Isso porque, segundo o educador e filósofo John Dewey, um dos principais nomes da pedagogia ativa, a função escolar deve ir além da mera transmissão de conteúdos, promovendo uma formação voltada para a reflexão crítica. Em outras palavras, para ele, o processo educativo precisa preparar o estudante para atuar de forma participativa na sociedade. Tal visão evidencia a limitação do modelo educacional brasileiro, que, ao priorizar disciplinas tradicionais e negligenciar o ensino da história da linguagem nacional, cria uma mentalidade limitada nos estudantes, que passam a enxergar a norma culta como a única forma de comunicação. Sob essa ótica, o distanciamento em relação à proposta de Dewey corrobora a falta de conhecimento sobre a diversidade linguística do país, a exemplo das línguas originárias, o que perpetua visões preconceituosas sobre falas e expressões populares, excluindo esse grupo social.
Além disso, a anestesia moral presente na sociedade também contribui para a manutenção do preconceito linguístico. Nesse contexto, cabe mencionar a crítica do psicólogo Philip Zimbardo, a qual argumenta que as pessoas tendem a aceitar comportamentos inadequados quando estes são legitimados socialmente. Esse pensamento pode ser associado ao Brasil, haja vista a ridicularização de sotaques regionais e variações populares da língua, que é frequentemente tratada como algo natural ou humorístico, demonstrando a insensibilidade da população diante dessa forma de discriminação. Como consequência, indivíduos que se expressam fora da maneira padrão têm seus discursos desvalorizados e enfrentam dificuldades para serem respeitados em espaços acadêmicos e profissionais, o que limita suas oportunidades de trabalho e ascensão social. Logo, uma mudança coletiva na forma de percepção sobre essas pessoas poderia proporcionar a plena participação de todos os cidadãos na vida pública do país.
Portanto, para transformar essa realidade, é importante adotar medidas efetivas. Para isso, o Ministério da Educação — responsável pela qualidade do ensino brasileiro — deve, por meio de propostas apresentadas na Câmara dos Deputados, reformular a Base Nacional Comum Curricular do ensino fundamental, inserindo aulas interdisciplinares voltadas a temas sociais, como o preconceito linguístico. Isso deverá ser feito com métodos ativos, a exemplo de rodas de debate e atividades práticas com situações do cotidiano, a fim de valorizar o passado cultural do país e desconstruir a anestesia moral presente nos estudantes. Desse modo, será possível enfrentar os desafios supracitados sem repetir os efeitos negativos da colonização.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros identificados: comp1) alguns desvios de norma (ex.: “anestesia moral”/“defasagem do sistema educacional”) e construção de períodos com vírgulas excessivas; comp2) tema bem desenvolvido, porém poderia citar mais fontes locais e dados empíricos; comp3) uso adequado de argumentos, ainda que com generalizações; comp4) conectivos presentes, mas há trechos com seqüência repetitiva; comp5) intervenção clara com agente/ação/meio/finalidade, porém poderia detalhar metas mensuráveis (ex.: indicadores de progressão) eplano de implementação. Sugestões: reescrever trechos longos em frases simples, usar conectores variados (além de “portanto”, “logo”), incluir dados regionais, e detalhar a intervenção com prazos, responsáveis e métricas. Ex.: “O Ministério da Educação, em parceria com as redes estaduais, reformula a BNCC para incluir…”
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