Diante desse cenário, é visível que a manutenção de raízes desiguais é um dos maiores obstáculos para atenuar o estigma em volta de pessoas em situação de vulnerabilidade psicológica. Tal questão ocorre, pois, segundo o sociólogo Boaventura de S. Santos, há no Brasil uma espécie de "colonialismo insidioso", isto é, uma de dominação que se disfarça em meio a conquistas sociais, mas mantém a sociedade explorada e alienada. Nesse sentido, a população faz separação entre os "doentes mentais" e "pessoas normais": uns são tratados com desdém, outros com mínima dignidade. Aqueles com psicológicos vulneráveis são chamados de "frescurentos". reflexo de um país que mantém uma mentalidade colonial perversa. Dessa forma, consolida-se uma estrutura social que beneficia uns em detrimento de outros.
Além disso, o descaso governamental é outro desafio para a problemática em pauta. Isso acontece porque, consoante o economista Celso Furtado, o processo de subdesenvolvimento, usado sistematicamente para justificar desigualdades, é um projeto político — e a omissão do estado faz parte dele. A prova disso é a falta de materias nas escolas que ensinam sobre saúde mental e a falta de psicólogos para tratar os alunos mais frageis mentalmente. Essa negligência estatal dificulta a diminuição das ideias errôneas a respeito das doenças mentais., pois cria um povo constantemente desinformado das questões mentais, que desconhecem o que, de fato, é a saúde mental. Assim a máquina estatal deve cumprir seu papel em construir uma nação mentalmente saudável.
Portanto, medidas efetivas devem ser tomadas. Para isso é fundamental que o Poder Executivo Federal — mais especificamente o Ministério da Educação —, órgão responsável por estruturar a educação do Brasil, construir escolas com materias obrigatórias que ensinam sobre o que é ter uma saúde mental e com profissionais especializados para tratar esse tema. Tal ação será será realizada por meio da contratação de professores e terapeutas, via concursos públicos, de modo a ensinar e ajudar os alunos a cerca de questões psicológicas, a fim de diminuir o preconceito em volta das doenças mentais que afetam a mente e criar um país mentalmente saudável.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula de forma mediana as partes do texto com inadequações ou alguns desvios e apresenta repertório pouco diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros comuns: gramática/acentuação (frase: “frageis mentalmente”, “materias”); pontuação falha em várias orações; uso de aspas e citações sem padronização; repetições e redundâncias (“Tal ação será será”). Melhorias: revisar ortografia/acentuação (frágeis, matérias), usar conectivos de progressão (além disso, entretanto, ademais), evitar repetições. Proposta de intervenção mais detalhada: apresentar agente, ação, meio e finalidade de forma clara, por exemplo: “O MEC criará 3 escolas-polo, contratará 200 profissionais de saúde mental por concurso, com metas anuais, para reduzir o preconceito e ampliar atendimento.”
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