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Por danielbm1
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A colonização portuguesa no Brasil, a partir de 1530, provocou um grave apagamento cultural ao excluir a linguagem de povos originários e favorecer os costumes europeus, gerando uma perda histórica para a diversidade linguística do país. De forma análoga, é possível relacionar esse período aos efeitos do preconceito linguístico na sociedade brasileira, que dificulta a inclusão e o acesso igualitário à informação, reforçando desigualdades sociais. Nesse sentido, a problemática se intensifica devido às falhas educacionais e à anestesia moral que permeia parte da população brasileira.

Diante desse cenário, é pertinente discutir a relação entre a defasagem do sistema educacional e o preconceito linguístico presente no Brasil. Isso porque, segundo o educador e filósofo John Dewey, um dos principais nomes da pedagogia ativa, a função escolar deve ir além da mera transmissão de conteúdos, promovendo uma formação voltada para a reflexão crítica. Em outras palavras, para ele, o processo educativo precisa preparar o estudante para atuar de forma participativa na sociedade. Tal visão evidencia a limitação do modelo educacional brasileiro, que, ao priorizar disciplinas tradicionais e negligenciar o ensino da história da linguagem nacional, cria uma mentalidade limitada nos estudantes. Por conseguinte, eles passam a enxergar a norma culta como a única forma de comunicação, o que demonstra a falta de conhecimento sobre a diversidade linguística do país, a exemplo das línguas originárias. Assim, o distanciamento em relação à proposta de Dewey perpetua visões preconceituosas sobre falas e expressões populares, excluindo esse grupo social.

Além disso, a anestesia moral presente na sociedade também contribui para a manutenção do preconceito linguístico. Nesse contexto, cabe mencionar a crítica do psicólogo Philip Zimbardo, a qual argumenta que as pessoas tendem a aceitar comportamentos inadequados quando estes são legitimados socialmente. Esse pensamento pode ser associado ao Brasil, haja vista a ridicularização de sotaques regionais e variações populares da língua, que é frequentemente tratada como algo natural ou humorístico. Isso demonstra a insensibilidade da população diante dessa forma de discriminação, fazendo com que indivíduos que se expressam fora da maneira padrão tenham seus discursos desvalorizados. Logo, a apatia social faz com que esse grupo enfrente dificuldades para ocupar espaços acadêmicos e profissionais, limitando as oportunidades de trabalho e ascensão social.

Portanto, para transformar essa realidade, é importante adotar medidas efetivas. Para isso, o Ministério da Educação — responsável pela qualidade do ensino brasileiro — deve, por meio de propostas apresentadas na Câmara dos Deputados, reformular a Base Nacional Comum Curricular do ensino fundamental, inserindo aulas interdisciplinares voltadas a temas sociais, como o preconceito linguístico. Isso deverá ser feito com métodos ativos, a exemplo de rodas de debate e atividades práticas com situações do cotidiano, a fim de valorizar o passado cultural do país e desconstruir a anestesia moral presente nos estudantes. Desse modo, será possível enfrentar os desafios supracitados sem repetir os efeitos negativos da colonização.
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    Erros/notas: (Comp.1) alguns trechos com pontuação inadequada e sentenças longas que prejudicam a norma-padrão: “Diante desse cenário, é pertinente discutir…” poderia ser mais direto; trocar “anestesia moral” por expressão mais clara; (Comp.2) relação entre Dewey e Brasil é pertinente, mas há excesso de referências sem aprofundar como isso se relaciona com preconceito linguístico; (Comp.3) organização capaz, mas há repetição de ideias; (Comp.4) uso de conectivos poderia melhorar: “Além disso”, “Logo”, mas faltam conectivos de comparação e progressão mais fluídos; (Comp.5) intervenção bem definida com agente, ação, meio e finalidade, porém poderia detalhar metas mensuráveis. Sugestões: reescrever parágrafo de abertura com uma tese clara; introduzir dados/experiências locais; concluir com proposta detalhada: agente: MEC e Legislativo; ação: reformulação da BNCC com eixo de linguagens e cidadania; meio: rodas de debate, projetos em escolas; finalidade: reduzir preconceito linguístico e ampliar acesso à educação igualitária.}

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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