Sob essa perspectiva, a escassez de informação sobre o autismo ainda dificulta o reconhecimento das potencialidades de quem está dentro do espectro. No livro O Cérebro Autista, Temple Grandin e Richard Panek demonstram que o cérebro de pessoas autistas funciona de maneira singular, o que possibilita formas próprias de pensar e criar. Essa abordagem científica revela que o autismo não representa uma limitação, mas uma maneira distinta de perceber o mundo. Por conseguinte, é imprescindível que instituições de ensino e meios de comunicação desenvolvam campanhas educativas e formações voltadas ao tema, com o propósito de combater o preconceito e ampliar o acolhimento social.
Além disso, conforme defende o filósofo Immanuel Kant, o ser humano deve ser tratado sempre como um fim em si mesmo, jamais como um meio. Sob essa ótica, quando a sociedade marginaliza pessoas com autismo ou restringe suas oportunidades, ela fere a dignidade humana e ignora o valor racional e moral presente em cada indivíduo. Desse modo, a verdadeira inclusão não pode se limitar ao cumprimento burocrático de leis; ela deve consolidar-se como um princípio ético e coletivo, fundamentado na empatia e no reconhecimento de que a diversidade constitui parte essencial da condição humana.
Portanto, o Ministério da Educação, órgão responsável por elaborar políticas pedagógicas, deve promover formações continuadas para professores, por meio de cursos e oficinas conduzidos por especialistas em educação inclusiva, a fim de capacitá-los para lidar com as especificidades dos estudantes autistas em sala de aula. Paralelamente, o Ministério da Saúde, encarregado de coordenar o SUS, precisa ampliar os centros de diagnóstico precoce e de atendimento multiprofissional, mediante a contratação de psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, com o intuito de garantir assistência integral às pessoas com TEA e suas famílias. Assim, ao integrar educação, saúde e empatia, o Brasil poderá transformar o caminho do diagnóstico à inclusão em uma trajetória de respeito e justiça — à semelhança de Shaun Murphy, em The Good Doctor, que supera as barreiras do preconceito e demonstra que o autismo jamais deve ser visto como um limite ao potencial humano.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: 1) Norma padrão: alguns acentos/pontos e conectivos pouco precisos (ex.: “à semelhança de Shaun Murphy”; ajuste para “à semelhança de Shaun Murphy”/“à semelhança de Shaun Murphy, como em The Good Doctor”). 2) Coesão: há uso correto de conectivos, porém poderia haver melhora na progressão entre parágrafos (ligações mais claras entre diagnóstico, educação e saúde). 3) Intervenção: há agentes e ações, mas detalhar melhor o meio (programas específicos, metas numéricas) e a finalidade direta (garantir direitos com prazos). Sugestões: reescrever trechos com conectivos mais explícitos: “Além disso, é imperativo…”, “Consequentemente, …”; na intervenção: “Agente: Ministério da Educação; Ação: oferecer formação continuada; Meio: cursos presenciais e EAD; Finalidade: ampliar o acesso a educação inclusiva até 2028, com metas de qualificação de 80% dos docentes.”
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