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Por luisferna1
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Na obra “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os obstáculos. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, percebe-se o oposto dos ideais de Platão, visto que os desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil representam um obstáculo de grandes proporções. Assim, é notório que esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental quanto à garantia de direitos dessas comunidades, quanto da discriminação cultural e social que deslegitima seus modos de vida.
Em primeira análise, é imperioso analisar a ausência de medidas governamentais efetivas para combater a marginalização das comunidades tradicionais. De acordo com o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e direitos; porém, esse preceito não é concretizado na sociedade, uma vez que o Estado não cria políticas públicas robustas voltadas à valorização e à proteção dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Como consequência dessa negligência, tais grupos enfrentam a perda de seus territórios, o apagamento de suas identidades e a dificuldade de acesso a serviços básicos, como saúde e educação. Dessa forma, fica claro que as autoridades, com urgência, precisam mudar o seu posicionamento diante desse impasse histórico e estrutural.
Outrossim, é crucial explorar o efeito da discriminação cultural e social como outro agente influenciador do revés. De acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a cultura dominante tende a impor seus valores e práticas, deslegitimando outras formas de saber e viver. Diante desse pressuposto, percebe-se que o preconceito contra tradições populares e modos de vida sustentáveis impede o reconhecimento da importância histórica e ambiental dessas comunidades. Como consequência, o imaginário coletivo continua a reproduzir estereótipos que inferiorizam os povos tradicionais, o que reforça sua exclusão e invisibilidade nas esferas política e midiática. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a discriminação cultural contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios para combater a falta de valorização das comunidades e povos tradicionais no Brasil. Assim, o Ministério dos Povos Indígenas e da Cultura — órgãos governamentais responsáveis pela promoção da diversidade cultural e da proteção dos direitos humanos — devem criar, mediante verbas públicas, programas educacionais e midiáticos voltados à valorização das tradições e saberes populares. Isso pode ser feito por meio de profissionais da comunicação e da educação, em escolas e emissoras públicas, de modo a difundir ensinamentos sobre a importância histórica e ambiental desses povos, a fim de fortalecer o respeito à diversidade e reduzir o preconceito estrutural. Com essa ação, a sociedade brasileira poderá se aproximar das convicções platônicas e, além disso, alcançar o bem-estar social.
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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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