Em primeiro plano, observa-se que o domínio dos dados pessoais por grandes empresas tecnológicas possibilita a criação de estratégias de engajamento que estimulam o uso contínuo das plataformas. Os algoritmos, ao compreenderem preferências e padrões de comportamento, direcionam conteúdos capazes de prender a atenção do indivíduo, fomentando vícios digitais e dependência psicológica. Essa dinâmica evidencia o que o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, em Psicopolítica, denomina de “sociedade do desempenho”, na qual o sujeito acredita agir livremente, mas é constantemente influenciado por mecanismos sutis de controle e vigilância digital. Assim, a liberdade aparente do ambiente virtual mascara uma nova forma de dominação comportamental.
Além disso, o controle dos dados favorece a restrição do pensamento crítico e a formação de bolhas informacionais. O pesquisador Eli Pariser, em sua obra O Filtro Invisível, explica que plataformas como o Facebook personalizam o conteúdo exibido, filtrando informações de acordo com os interesses do usuário. Desse modo, o indivíduo passa a consumir apenas ideias e opiniões semelhantes às suas, o que limita o debate e reforça crenças pré-existentes. Tal fenômeno contribui para a propagação da desinformação e a polarização ideológica, tornando o ambiente digital um espaço cada vez menos plural e mais propenso à manipulação. Diante disso, torna-se evidente que, embora a internet represente um avanço civilizatório, seu uso desregulado pode danificar a saúde mental e o senso crítico dos indivíduos.
Portanto, conclui-se que é imprescindível que a mídia e os meios de comunicação, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério das Comunicações, promovam campanhas educativas e políticas públicas de conscientização digital, a fim de instruir os cidadãos sobre os riscos do compartilhamento de dados e o funcionamento dos algoritmos.
Ademais, as empresas responsáveis por comunidades virtuais devem adotar diretrizes transparentes que respeitem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando o uso ético das informações pessoais dos usuários. Somente assim será possível garantir uma sociedade mais crítica, consciente e livre da manipulação silenciosa que permeia o mundo virtual.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais pontos: (1) erros menores de grafia/pontos, como “que é” e uso de aspas; ajustar: “que é” e eliminar espaço extra. (2) Desenvolvimento bem estruturado com apoio teórico (Han, Pariser) e fontes, mas pode ter melhor integração entre ideias; usar conectivos de relação temporal/causal (além de Em primeiro plano, Além disso, Desse modo). (3) Seleção de informações adequada; inclua contrapontos ou limitações do tema para enriquecer a argumentação. (4) Coerência e coesão: padronizar a progressão de ideias entre parágrafos e evitar repetições desnecessárias de termos. (5) Proposta de intervenção apresenta agentes, ações e finalidade; detalhar mais os meios (ex.: como medir resultados, prazos, recursos) para fortalecer a viabilidade. Sugestão de melhoria: reescrever a passagem final com: “Propõe-se ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério das Comunicações, campanhas educativas digitais, diretrizes de transparência das plataformas, mecanismos de auditoria da LGPD, com metas anuais e avaliação de impacto.”
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